quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Afirmação infeliz.

Rola na internet uma afirmação infeliz do Chefe do Executivo do Ceará, o sr. Cid Gomes. Postura como essa, se existir em muitos políticos, fará a educação descer ao nível do desprezo.


Em respostas, a população e os professores, indignados, reclamam da infeliz frase. Em destaque a de um professor:

"Estou na educação porque gosto, com toda a certeza, mas para conseguir fazer meu papel enquanto educador necessito suprir minhas necessidades, assim como também conseguir manter família, lazer, ir ao cinema, teatro, praias, viajar... Como professor, tenho que está "antenado" com tudo que ocorre, pra isso preciso ter Internet em casa para me atualizar, preciso de jornais, revistas científicas, adquirir novos livros, participar de formações que na maioria das vezes o Estado não custeia.Tudo isso é necessário? Com toda a certeza. Nossos jovens tem informação nova a todo momento, seja em casa assistindo TV, seja em um shopping vendo cinema, seja em Institutos de Cultura vendo encenações teatrais, seja viajando pra conhecer outras culturas. E se eu enquanto professor não fizer isso também, como poderei dialogar com meus alunos?Se eu não tiver um lugar que consiga chegar e chamar de lar, ele sendo aconchegante para eu poder repor minhas energias, como darei aula animado no dia seguinte? Então, peço ao Senhor Governador do Estado do Ceará e a todos os altos cargos de chefia parlamentares e executivos que não aumentem seus salários, já que estão na política porque querem. Doem seus rendimentos a instituições que trabalham com Assistência Social, porque se vocês estão simplesmente porque gostam, então assim como eu estou na educação por gostar, NÃO PRECISAM DE SALÁRIO. Se estão na política por isso, então PEÇAM DEMISSÃO porque o salário não dá pra pagar suas "NECESSIDADES BÁSICAS" de viagens ao exterior, comer caviar, comprar iates, mansões, dentre tantas outras coisas."



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE A POSIÇÃO OFICIAL DO GOVERNO EM RELAÇÃO A GREVE DA UERN

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE A POSIÇÃO OFICIAL DO GOVERNO EM RELAÇÃO A GREVE DA UERN


Secretário vê motivação política para a manutenção de greve na UERN

A manchete acima corresponde a matéria publicada sábado 27 de agosto de 2011 no Jornal de Fato (ver texto completo no link: http://www.defato.com/politica.php). Através dela, o porta voz oficial do governo do Estado, Secretário de Administração José Anselmo de Carvalho, provavelmente orientado pela Governadora Rosalba Ciarlini, acusa a greve da UERN de está sendo conduzida por interesses político-partidários. Vejam na íntegra o que afirma o secretário: "O que surpreende é a questão da rejeição das propostas que o governo faz e, por isso, não descarto que (a greve) tenha influências partidárias (...) As suspeitas de ingerência partidária se devem ao fato da maioria dos militantes sindicais estarem ligados a partidos políticos que tendem a apresentar candidatos nas próximas eleições municipais. Como a UERN é sediada em Mossoró, o objetivo seria beneficiar nomes ligados ao PT e ao PSB”.

Antes que tudo, inicialmente fazemos os seguintes esclarecimentos:

1. O Comando de Greve dos Professores é suprapartidário, ou seja, nele encontram-se professores filiados ao PT, PCdoB e PMDB. Não identificamos nenhum membro filiado ao PSB, pelos menos ninguém se manifestou enquanto tal; também não sondamos essa possibilidade e muito menos investigamos a vida política partidária de nenhum membro. É necessário reter que a maioria de seus membros não tem nenhuma filiação partidária. Alguns até já manifestaram ter votado em Rosalba Ciarlini para o governo do Estado;

2. A Assembléia Geral dos Professores é a instância que delibera o início e o fim da greve. Cada membro do Comando tem apenas um voto na Assembléia Geral.

3. Sobre nossas reivindicações, esclarecemos que, o que estamos reivindicando do ponto de vista salarial (23,98%) é um direito que a categoria conquistou através de seu Plano de Cargos e Salário de 1989. Imbuído de nossa responsabilidade institucional, nossa pauta de reivindicações também inclui: descontingenciamento do orçamento da UERN; suplementação de verbas, autonomia financeira, entre outros;

4. Em relação ao movimento paredista, o Governo só se manifestou oficialmente com aproximadamente 20 dias de greve, mesmo assim de forma vazia, tendo em vista que propôs que a greve fosse suspensa uma vez que só em setembro de 2011 o governo teria possibilidade de atender as reivindicações;

5. Em seguida, com aproximadamente 50 dias de greve o governo propôs a possibilidade de aumento para 2011 de 3% “se o limite prudencial do Estado não for um elemento impeditivo”;

6. Finalmente, com 70 dias de greve o governo do Estado propôs oficialmente o escalonamento dos 23,98% reivindicado até 2014;

7. A ADUERN comandou diversas greves nos três últimos governos estaduais: Garibaldi Filho, Wilma de Faria e Rosalba Ciarlini. Vale ressaltar que desses três governos foi a Governadora Vilma de Faria quem mais atendeu as reivindicações salariais dos professores, chegando em 07 anos de governo a aproximadamente 110% de aumento para a categoria. Vale acrescentar também, que mesmo assim foi no governo Wilma de Faria que mais aconteceram greves na UERN. Isto é uma prova inconteste que a greve não é partidária, mas move-se por interesses estritamente institucionais;

Dizer que a categoria sistematicamente recusou as propostas do governo não condiz com a verdade, afinal, pelo exposto só com 70 dias de greve foi que o executivo estadual fez uma proposta concreta e discutível. Diante desta, abrindo mão da pauta original, a categoria de professores aceitou os prazos e os índices propostos pelo executivo estadual na certeza e com a convicção de que estava contribuindo para resolver o impasse. Nossa resposta ao governo incorporava sua proposição e acrescentava aos índices sugeridos os percentuais correspondentes a variação da inflação acumulada no período como forma de não impor perdas salariais à categoria ao longo dos próximos anos. Ressalte-se que no início do processo de negociação, membros do governo já haviam sinalizado positivamente com a possibilidade de atender o percentual apresentado, corrigindo os índices sugeridos, assim como acrescentado dos resíduos inflacionários que porventura existissem. Neste aspecto, foi o governo quem recuou de sua proposta.

Ainda sobre a ampla pauta de reivindicações da greve, em diversas ocasiões o Governo Estadual se comprometeu em descontingenciar os recursos financeiros da UERN. Entretanto, até este momento a liberação dos recursos não foi efetivada. Quem se nega a negociar?
Na verdade, o Secretário Anselmo Carvalho na medida em que acusa o movimento paredista de partidarismo tenta rebaixar e desqualificar o debate. Porque ao invés de se deter e opinar sobre a pauta de reivindicações da categoria, que é a motivação maior da greve, faz ilações especulativas em torno de intenções que só existem em sua mente, porque os fatos reais não correspondem às suas supostas afirmações.

Também é preciso reter, que em diversas ocasiões a governadora Rosalba Ciarlini acusou o movimento paredista de ser partidário, uma vez “que no governo de Wilma de Faria a categoria aceitou um escalonamento de três anos, mas no governo dela esta mesma categoria não se dispõe a aceitar o mesmo escalonamento”. Aqui cabe um esclarecimento crucial: em primeiro lugar no governo Wilma de Faria nós aceitamos um escalonamento de três anos para o correspondente a 64% e não para 27% em três anos como propõe a governadora Rosalba Ciarlini. Em segundo lugar, em 2007, ano do acordo com a Governadora Wilma de Faria, a inflação não chegava a 2% ao ano. Em 2011 a inflação pode chegar a um patamar de 6,5%, com projeções para 2012, 2013 e 2014 de 21% de inflação acumulada.

As insinuações provocativas do secretário têm como objetivo central escamotear as reais intenções do governo para com a UERN. Aqui cabe uma pergunta fundamental: Por que o governo contingenciou os recursos financeiros da instituição? Esta medida tem motivação política ou é de outra natureza? Por fim, diante de fatos tão incontestáveis, a conclusão isenta, ilibada e imparcial sobre o histórico deste movimento paredista, é que quem “esticou a corda da greve” foi o Governo Estadual.

Prof. Flaubert Fernandes Torquato Lopes
Presidente da ADUERN

Prof. Carlos Alberto Nascimento de Andrade
Membro do Comando de Greve dos Professores da UERN

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cuscuz alegado agora é vigiado.

Era só o que faltava para que o governo (da Rosa) atingisse o absurdo. Na terça feira, os diretores de escolas receberam uma “cartinha” da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura - SEEC. A tal “cartinha” se referia à proibição dos professores de fazerem uso da merenda escolar, o tal do Cuscuz Alegado referido pela professora Amanda Gurgel em pronunciamento feito aos Deputados.

Mas, de onde veio esta proibição? Veio do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MP/RN) com o nome de Recomendação Conjunta (registro 001/2011) com apoio da 78ª Promotoria de Justiça (Comarca de Natal) e o Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte (MPF/RN). Essa “cartinha” foi solicitada pela Secretaria de Educação aos ministérios (MP/RN, MPF/RN, PJ/RN) como forma de bloquear o acesso dos professores a merenda.

O que chama atenção é que muitas escolas da rede estadual de ensino vêm sofrendo com o descaso dos governantes; basta destacar, entre muitos: as péssimas condições de trabalho, baixos salários, alunos desmotivados, falta de estrutura e recursos para serem usados em salas de aulas, professores assumindo disciplinas para as quais não foram preparados etc. Contudo, a preocupação recai sobre aquilo que não existe como fato, a falta da merenda escolar para os estudantes do ensino básico.

A Recomendação Conjunta, implementada pelo Ministério Público e solicitada pela SEEC, procura barrar o acesso dos professores a essa alimentação alegando a possível falta do alimento aos discentes. Esta atitude deixa como rastro a possibilidade de haver algum tipo de retaliação por parte da Secretaria de Educação, haja vista a última greve dos professores. Deste modo, a secretaria está agindo de maneira não coerente, pois os problemas mais graves da educação não estão sendo levados em conta. Parece ocorrer uma espécie de desvio da atenção, implementado pelo do governo, dos problemas maiores em detrimento dos menores, aliás, em detrimento de problemas que não estão existindo. 

É certo que a merenda é garantida pela lei nº 11.947/2009 e assegura a aquisição de gêneros alimentícios destinados à alimentação escolar dos alunos da educação básica pública. No entanto, há exageros por parte da secretaria, pois a alimentação está sendo assegurada. Nenhum professor, que se serve (ou servia) da merenda, está causando a deficiência da mesma na escola.

O que foi visto até então em algumas escolas foi o atraso do repasse do dinheiro destinado a compra da merenda escolar pela própria Secretaria Educação, e não a falta do alimento por parte de quem a usa. A falha está na gestão pública e não na falta do alimento. A lei (ou a recomendação do MP) teria que ser para o governo e não para as escolas ou professores.

Todavia, o governo deixa de lado os problemas mais sérios das escolas públicas e tenta, através do MP, causar pressão psicológica a professores que, por não terem condições econômicas suficientes de comprometerem seus baixos salários, fazem uso da alimentação destinada aos alunos. 

Todos os professores são conscientes de que a alimentação é destinada aos estudantes. E esta só é usada pelos professores quando se sabe que há sobra, ou seja, quando boa parte dos estudantes tenham servido dela.

Mais uma vez chamo a atenção para que o Ministério Público deixe de perder tempo, e energia, com excesso de zelo com o qual não há fatos palpáveis que venham causar danos à educação ou a extinção da merenda escolar somente porque o professor faz uso da mesma. Recomendo o direcionamento dos trabalhos aos descumprimentos das leis, que há muito tempo vem ocorrendo, pelo governo do estado na contratação de mais professores, na manutenção das estruturas das escolas, no cumprimento da lei do piso, nos pagamentos de pecuniárias, nas aposentadorias de professores e funcionários, na fiscalização da verba da educação e muitos outros não elencados aqui.

A fiscalização seria mais eficiente se ocorresse no direcionamento dos problemas que realmente corroem a educação. Vigiar a alimentação para que os professores e funcionários não comam, procurando ter a certeza de que o alimento irá para o lixo é a ação mais absurda já tomada por um governo que prometeu defender, em épocas das eleições, a educação. 

Pobre RN!

Reveja o pronunciamento de Amanda Gurgel AQUI 



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Por que a água do mar é salgada?

Toda água contém moléculas de sal, inclusive a encontrada em rios e lagos. Nos oceanos, a quantidade é maior devido a um processo que começou há milhões de anos. A chuva foi diluindo os minerais presentes na superfície terrestre, carregando-os para o mar. Ao mesmo tempo, vulcões submersos foram lançando elementos químicos na água, contribuindo para o aumento da salinidade.

Continue lendo AQUI

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Paródia do descaso do Governo de Rosalba para com a UERN

Paródia da música "Casa" de Vinicius de Moraes é usada para mostrar o descaso do Governo de Rosalba Ciarline para com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). A paródia se destaca na web junto as redes sociais.

Veja abaixo:


“Era uma Universidade muito engraçada, não tinha técnico, não tinha água.
ninguém podia estudar nela não: os professores lá não estão.
Ninguém podia navegar na rede, não tinha salas, não tinha parede.
ninguém podia comer ali, pois o RU não vai mais abrir.
E a Dona Rosalba, sem nenhum esmero, pra educação, dá verba zero.”
Se você estuda/estudou na UERN ou sente pelo que está acontecendo, cole isto no seu mural!”

“SE”.

Por Professor Hermógenes*

Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia…

Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas…

Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser…

Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo…

Se algum ressentimento,
Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,

E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou…

Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio…

Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu…

Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia…

Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende…

Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim…

Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito…

Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz…

Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou…

Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos,
Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.

Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.

José Hermógenes de Andrade Filho é considerado o pioneiro em medicina holística no Brasil, com mais de 42 anos de prática e ensino de yoga. Pai de 2 filhas, 6 netos e 4 bisnetos. Filósofo, poeta, escritor e terapeuta, o professor Hermógenes costuma dizer que se sente mais jovem hoje, aos 85 anos, do que se sentia aos 35. Doutor em yogaterapia, título concedido pelo World Development Parliament, da Índia, é o criador do treinamento anti-stress.

domingo, 21 de agosto de 2011

Dicas de leitura.

Atendendo a pedidos de postagem de dicas livros de alguns web leitores, vou começar com dois livros geniais. O autor entra, com maestria, na psique humana fazendo referências as angústias da existência, assim como a beleza das emoções românticas e das nuances do dia-a-dia, a obra é de renome mundial. Vale apena ler.

Veja o que diz Pablo Gonzalez sobre os livros de Fiódor Dostoiévski:


Noites Brancas (1848) – Escolhi Noites Brancas como ponto de partida para o nosso roteiro por três razões. Primeiro: trata-se de um romance breve (muitos o classificam como novela ou conto longo), que pode ser lido facilmente em um único dia. Segundo: o protagonista e narrador da história, cujo nome não é mencionado em nenhum momento, tem características que reaparecerão em personagens importantes dos grandes romances, como o príncipe Michkin (O Idiota) e Dmítri Karamazov (Os Irmãos Karamazov), servindo, dessa maneira, como uma pequena amostra do herói dostoievskiano. Terceiro: logo nas primeiras páginas do livro, enquanto faz observações angustiantes sobre a sua vida, o narrador caminha sem rumo pelas ruas de São Petersburgo. Podemos ver o Rio Nievá, a Avenida Nievski, e não existe melhor maneira de se entrar no universo de Dostoievski do que vagando por essa cidade tão recorrente em sua obra. Noites Brancas é uma história de amor. O enredo é simples e repleto de suspense. Depois de perambular durante três dias, o protagonista conhece uma jovem e imediatamente se apaixona. Ela aceita se encontrar outras vezes com a condição de que ele lhe permita contar a sua trágica história. Edição brasileira recomendada: Noites Brancas, Editora 34, tradução de Nivaldo dos Santos - 96 páginas.


Crime e Castigo (1866) – Classificar um romance de Dostoiévski como policial é, sem dúvida, um erro, mas este livro tem vários elementos do gênero: um crime terrível e premeditado, a fuga, a investigação implacável, o suspense da primeira à última página. Utilizando a terceira pessoa, o autor nos coloca na mente de diversos personagens. O protagonista e executor do crime (e um dos personagens mais célebres de toda a literatura universal) é Raskólnikov, um jovem orgulhoso e perturbado. A heroína é Sônia, uma garota que, diante do alcoolismo do pai e da enfermidade da mãe, é obrigada a se prostituir para alimentar os irmãos pequenos. O detetive é o impiedoso Porfiri Pietróvitch (na verdade, trata-se de um juiz de instrução, mas é ele quem investiga o caso, promovendo interrogatórios que beiram a tortura psicológica). Raskólnikov nega o crime, mas, ao mesmo tempo, sente uma necessidade de expiar a culpa; apaixona-se pela prostituta, delira, é ajudado por um amigo que se envolve com a sua irmã; Porfiri encontra um estranho artigo que Raskólnikov escreveu na faculdade, quando era estudante de Direito, e esse artigo se transforma numa pista para desvendar o crime. De acordo com o ensaísta Otto Maria Carpeaux, conhecer Dostoiévski é como conhecer o mar. Quem estiver seguindo este roteiro e começou com Noites Brancas e Um Jogador já terá visto esse mar, mas lerCrime e Castigo é como ser arrastado por uma onda desse mar numa terrível tempestade. A experiência é avassaladora. Nenhuma pessoa continua sendo a mesma depois de fechar este livro. Edição brasileira recomendada: Crime e Castigo, Editora 34, tradução de Paulo Bezerra - 568 páginas.



BIBLIOGRAFIA DE DOSTOIÉVSKI


  1846 - Gente Pobre
  1846 - O Duplo
  1847 - A Senhoria
  1848 - Noites Brancas
  1849 - Nietotchka Niezvanova
  1859 - O Sonho do Tio
  1859 - A Aldeia de Stiepântchikov e Seus Habitantes
  1861 - Humilhados e Ofendidos
  1862 - Recordações da Casa dos Mortos
  1862 - Uma História Lamentável
  1863 - Notas de Inverno Sobre Impressões de Verão
  1864 - Memórias do Subsolo
  1865 - O Crocodilo
  1866 - Crime e Castigo
  1867 - O Jogador
  1869 - O Idiota
  1870 - O Eterno Marido


Mais AQUI 

sábado, 20 de agosto de 2011

Poesia é destaque no CEIPEV

Poesia Fora da Estante é um projeto que procura incentivar a leitura de escritores consagrados, como exemplo, Mário Quintana, Cecília Meireles, Vinícius de Moraes entre outros. Também propõe a leitura de poetas que, até então, não estão na esfera do destaque nacional, mas que merecem destaque pela beleza das palavras em seus poemas e profundidade nos temas.

O projeto nasceu das estratégias de ensino de professores das disciplinas de língua portuguesa e literatura tendo como foco a socialização dos poemas junto à comunidade escolar através dos trabalhos afixados em barbantes, pedágio poéticos, recitais nos quatro cantos da escola, corredor da poesia culminando com o sarau poético. 

A ideia tem mostrado eficiente e os estudantes gostaram tanto que ensaiam e representam com bastante dedicação.





Poesia Fora da Estante.

Ontem, o Centro de Educação Integrada Professor Eliseu Viana realizou o projeto "Poesia Fora da Estante". O projeto completa 5 meses com participação ativa dos estudantes recitando poesias. Abaixo destaco uma delas:

Eu escrevi um poema triste

eu escrevi um poema triste
e belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
mas das mudanças do tempo,
que ora nos traz esperanças
ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho tempo,
que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
olhando as horas tão breve...
E das cartas que me escreves
faço barcos de papel!

Mário Quintana

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cultura e conhecimento x Festas e baladas

Aqui na cidade, me parece, que tudo é bem preparado quando o negócio é festa. No domingo passado fui (ou tentei estar) na Feira do Livro e o que percebi lá foram homens retirando livros danificados e alguns transeuntes se lastimando da falta de segurança para um evento de grande importância. 

Se você levar em conta as grandes festas, o Mossoró Cidade Junina (MCJ), por exemplo, e comparar com a Feira do Livro, verá que tudo estava bem planejado para a festa. Organização das barracas, stands de produtos, os camarotes etc. Engenheiros, bombeiros, policiais e peritos em segurança repassando detalhes . O MCJ tinha apoio da prefeitura e de bastantes empresas.

Já a Feira do Livro não tinha tantos patrocinadores assim. Projetaram aquela barraca para ventos de ventiladores e esqueceram dos ventos vindo do nordeste e do sudeste. Esqueceram que a cidade, apesar de poucas chuvas em meados de agosto, ainda assim é possível chuvas nesse período. O sistema de meteorologia já anunciava pancadas de chuva nesse períodos para o lado de cá. Mas, nem deram a mínima. Engenheiros e bombeiros liberaram o local sem prever tais possibilidades.

Aí...deu no que deu... prejuízos e mais prejuízos. Uma pequena chuva causou estrago diluvianos nos stands dos livros.

Ouvi alguns dizendo que preferiam não ter nem vindo a cidade. Pois a assistência como essa não merecia ser levada em conta.

Pobre Mossoró!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pense nisso.

"É um erro tentar enxergar à frente demais. A corrente do destino só pode ser percorrida à razão de um elo de cada vez."

Winston Churchill

domingo, 14 de agosto de 2011

Feira do Livro

Quem ainda não apareceu na Feira do Livro de Mossoró ainda tem tempo. Hoje é o último dia da Feira do Livro com programação destacada abaixo:

Circo da Luz
16h Visitas aos Estantes;
18h30 Apresentação musical: os menestréis de Oswaldo - Companhia Pão Doce de Teatro;
19h30 Bate papo sobre Crônica - Vivências no sertão e no litoral com Clauder Arcanjo, Marcos Medeiros, Manoel Onofre e Davi Leite;
20h30 Festival de Cordel

Lançamento de Livros
17h "Guriatãs e Muçambês - Histórias e Vivências em duas cidades Riograndenses" de Marcos Medeiros - Estande Jornal de Fato.

Espaço Literário
18h Bate papo sobre - Misturando Gerações de poetas e jornalistas com Anna Ingrid, Camila Paula, Ellen Dias, Angela Gurgel e Lúcia Rocha.
19h Bate papo sobre Poesia Feminina com Nina Rizzi e Regiane de Paiva com a presença da AFLAM  Academia Mossoroense de Letras e as Meninas da Poema.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Preconceito contra os Nordestinos

Por Erika Vanessa da Silva Medeiros*

Não muito diferente de outras questões, a ideia preconcebida que a maioria das pessoas tem sobre o nordestino é errônea e vem causando polêmica em algumas redes sociais, assim como vem distorcendo a opinião das pessoas com filmes e novelas.

É concreto afirmar que muita gente acha que os habitantes do Nordeste ainda vivem no meio do mato, cercados de índios e falando numa língua completamente estúpida. Recentemente uma estudante de direito falou com muita arrogância que “os nordestinos não são gente” e “matem um nordestino afogado!”. O fato repercutiu bastante na Internete a fez pagar o preço.

Um modo muito eficaz de iludir a maioria das pessoas é na televisão e no cinema. A imagem do nordestino é transmitida como um pobre morto de fome que emigrou para as capitais em busca de trabalho. E na realidade eles vão sim, atrás de emprego e de uma oportunidade melhor pra viver.

O Nordeste avançou bastante e hoje não há necessidade de deixar sua terra natal e mudar-se para outro local. Entretanto, algumas pessoas ainda têm esse preconceito de que os nordestinos são índios e não merecem valor.

Toda pessoa que batalha por uma oportunidade melhor é digna de valor. Essa visão errada só pode ser mudada quando observarem a verdadeira realidade do Nordeste e toda a inteligência e esforço do nordestino.

* Erika Vanessa da Silva Medeiros é aluna do 3ºano do ensino médio do turno matutino do Centro de Educação Integrada Professor Eliseu Viana (CEIPEV)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A greve foi suspensa. Mas os problemas não foram sanados

O Sinte está veiculando em rede de televisão que mesmo com o fim da greve os problemas continuam. A governadora forçou a volta dos professores utilizando o Ministério Público ao invés de cumprir com suas obrigações de governante.

Veja o vídeo:

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O "rato" que poderá prejudicar as articulações.

Um simples detalhe lhe trará um futuro menos dolorido. Veja as posições correta e a errada de manuseio do mouse.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O meu país (Música)

Como primeira postagem do mês apresento aqui a música de Flávio José. Como um bom cantor e compositor, e conhecedor da cultura nordestina, assim como, ciente das problemáticas de nosso país, Flávio José nos apresenta: "O meu país".

Letra da música AQUI

Veja vídeo: