quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Será mais um elefante branco em um RN de problemas?



A massiva propaganda feita pela governadora na mídia da cidade de Natal a muito vem tentando colocar na mente do povo que a copa de 2014 irá resolver os problemas do RN. Talvez resolva parte de alguns problemas da capital, por exemplo, melhoria no trânsito, segurança, investimento na malha viária, nos transportes públicos e também para algumas cidades na região metropolitana. Contudo, o RN não é só Natal e nem a região metropolitana. O RN compõe-se de várias cidades. Assim, problemas com saúde, educação, saneamento básico, trânsito e muitos outros compõem os vários males do estado.

Mas será que mesmo estas cidades que sentirão o efeito direto da copa resolverão seus problemas, ou será que aparecerão outros, e até maiores do que pensamos? Destaco que é o erário (dinheiro público) que bancará todo gasto com a construção do estádio Arena das Dunas, cerca de 400 milhões (só com o estádio). Será que esta dinheirama toda irá compensar quando a copa de 2014 acabar?

Aqui no RN não temos grandes times de futebol (grandes clássicos) que venham gerar tanto dinheiro para repor os gastos (são 20 anos de concessão). O Arena das Dunas terá 42 mil lugares. Será que os times de futebol norte-rio-grandense irão ter público suficiente para lotar o estádio? Será que vão ser necessários muitos eventos no estádio para gerar tanto dinheiro? Se for, que eventos são esses? Pelo que vejo, não são muitos empresários que queiram a alugar um espaço daquele a um custo muito alto. Pelas conversar que já captei por aí percebi que muitos times do RN também não irão alugar um estádio daquele haja visto o grande custo.

Veja os rastros que a copa deixou em outros lugares: AQUI

domingo, 27 de novembro de 2011

Jala neti - purificando as vias respiratórias.



 JALA NETI - purificando as vias respiratórias.







Partindo do princípio de que o Hatha Yoga enfatiza, além de outras coisas, a importância do treinamento do corpo como um caminho a ser trilhado na busca do Samadhi, e que, um corpo sadio é sine qua non para tal. A “boa saúde”, afirma Nilda Fernandes (1994), “é o ponto de partida para o progresso não só físico como espiritual” (p.156). Neste caso, são necessárias práticas corporais para que o caminho passe a ser uma meta importante. Convém, então, uma “auto-vigia” no que concernem ações de conduta alimentar ou de atitudes diante das escolhas do “bom para o corpo e para mente”. 

Como nem sempre estas atitudes são atendidas, fazem-se necessárias práticas específicas de purificação a fim de se chegar ao requisito suficiente para iniciar o caminho rumo ao Samadhi. Assim, convém destacar um das várias práticas de purificação do corpo relatadas tanto pelo Hatha Yoga Pradipika como pelo Gheranda Samhita, o Jala neti.


Fig. 1 Septo Nasal
O Jala neti, técnica de purificação das vias respiratórias superiores, consiste na limpeza desta região utilizando-se de água morna e sal. Sua prática favorece na desobstrução das regiões nasofaringes (parte estreita que separa a faringe da cavidade posterior das fossas nasais – fig.1), remove muco em excesso e impurezas do nariz, reduze condições inflamatórias e estimula a resistência à sensibilidade de alterações climáticas e poluição atmosférica.


A técnica, explicada por Gharote (2000), ver figura 2, consiste em uma xícara específica ou em bule pequeno, coloque água morna com um pouco de sal. Em seguida, introduza o bico na narina direita, flexione o pescoço e incline a cabeça um pouco para o lado esquerdo. Ao atingir a posição correta com a cabeça, a água sairá pela outra narina. Então repita o mesmo procedimento com a outra narina. Assim as fossas nasais são limpas com água.
Fig. 2 Aplicação da técnica.
Na figura 3, abaixo, é possível observar por onde o líquido irá passar. Esse caminho que a água percorrer vai proporcionar um grande alívio nas fossas nasais, haja vista a lavagem do septo nasal.

Fig, 3 Percurso da água nas fossas nasais

Nilda Fernandes (1994) relata que nas primeiras vezes o praticante sente uma ardência no nariz e na garganta. Porém, com a continuação ocorre o desaparecimento destas sensações. A autora afirma que este tipo de limpeza gera benefícios, principalmente para aqueles que têm distúrbios respiratórios, como a melhoria da tosse, da asma e do resfriado. Cura dores de cabeça e a febre. Extingui a doença do nariz, dos ouvidos e da garganta.

Embora seja de grande eficiência a prática do Jala neti, ela é contra indicada para pessoas que sofrem de sinusite crônica.



Para saber mais:

GHAROTE, Dr. M. L. Técnicas de Yoga. São Paulo: Phorte Editora, 2000

FERNANDES, Nilda. Yoga terapia: o caminho da saúde física e mental. São Paulo: Editora Ground, 1994.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pense nisso.

Eu tenho o meu caminho. Você tem o seu caminho. Portanto, quanto ao caminho direito, o caminho correto, e o único caminho, isso não existe.

Friedrich Nietzsche

domingo, 20 de novembro de 2011

Mossoró é a cidade do futuro.

MOSSORÓ A CIDADE DO FUTURO


Por *William Pereira


Mossoró é a cidade do futuro. Futuro para os Rosados. No ano de 2050 noventa por cento ou mais das ruas terão nome de rosados falecidos e feito heróis com o erário público. 

O ginásio de esporte será O Gustavinho, o Nogueirão O Augustão. A Santa padroeira mudará de Santa Luiza para Santa Fátima. 

A Universidade Estadual um nome hibrido como Universidade Rosagional de Rosadolândia porque Mossoró terá mudado seu nome devido o petróleo ter acabado e quem ficou com dinheiro na cidade foram somente os rosados como donos de indústrias, comercio, escolas, cinemas, casa de shows, hipermercados, shoppin center’s, tudo, tudo. 

Nas entradas de Mossoró estarão erguidas estátuas dos verdadeiros combatentes dos rosados da direita, os verdadeiros esquerdistas Mossoroenses que serão cultuados em estatuas de mais de cinqüenta metros de altura, teremos A Sandralotria na entrada do Alto de São lairinho ( nome do bairro mudou é claro) Larissantia na saída de Governador Dix-sept Rosado(Mantiveram o nome) e o Lairesaldia na saída para a Rosadobeach (Tibau também terá sido atingida). 

Os mossoroenses muito satisfeitos estarão mais ainda idiotizados e se denominarão os rosadoladiotenses.


* William Perreira é professor, pesquisador, enxadrista e blogueiro.

Confira o blog do professor: http://universowilliampereira.blogspot.com/

"Mossoró do Futuro" - propaganda enganosa.

A prefeitura não para de fazer propaganda enganosa. Como se não bastasse a tal "Mossoró do Futuro" vem no Guia do Ministério da Cultura a opção de visita aos museus da cidade. O problema é que estes museus da "Mossoró do Futuro", exceto um,  ou estão fechados ou não têm o que mostrar  haja vista a má conservação do material ali exposto, ou mesmo, a má conservação dos prédios.

Confira a reportagem do jornal O Mossoroense:

Museu Histórico Lauro da Escóssia. Mesmo não estando fechado, o local não apresenta ao público seu acervo completo desde o ano 2000, quando uma reforma no prédio foi iniciada. As obras de reestruturação do Museu só foram retomadas há três meses, 11 anos após o serviço ter sido anunciado, e ainda não há previsão de quando a tão esperada reforma será concluída.

O segundo Museu indicado pelo Guia distribuído pelo Governo Federal na sessão dedicada a Mossoró é o de Paleontologia Vingt-un Rosado, localizado na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), e diferentemente do que diz a publicação do Ministério da Cultura, o espaço não está aberto.

Seguindo o Guia Brasileiro do Ministério da Cultura, a reportagem do jornal O Mossoroense se deslocou, por mais de uma vez, ao Museu do Petróleo, situado na Estação das Artes Elizeu Ventania. Em todas as ocasiões em que a equipe foi ao local encontrou o espaço fechado.

O último Museu da cidade apontado pela catalogação do Governo Federal é o Memorial da Resistência de Mossoró (MRM). Inaugurado em 2008, o espaço é o único dos quatro Museus apresentados pelo Guia do Ministério da Cultura que está em pleno funcionamento.

Veja a reportagem na íntegra AQUI

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Os Kriyas - sistema de purificação do yogui.

Os Kriyas



O Hatha Yoga nasce da tradição tântrica que apresenta a visão dinâmica do universo. O Tantrismo enfatizava que o corpo tem grande importância e deve ser treinado a fim de adquirir práticas meritórias[1]. Os mestres tântricos aspiravam criar um corpo transubstanciado, como diz Feuestein, chamados de “adamantino” (vajra) ou “divino” (daiva), a ideia era transformar o corpo e torná-lo perfeito, não necessariamente um corpo de carne, mortal, mas de substância transcendente que o tornaria imortal. Na busca desta substância o Hatha Yoga passa ser o caminho mais sábio, e para trilhá-lo se faz necessárias diversas técnicas entre elas os Kriyas, nos quais são as técnicas de purificação.

Os Kriyas são tão importantes no yoga quanto os asanas. E por ser importante é necessário o conhecimento mais apurado de seus conceitos e práticas. Segundo Feuerstein (1998), o controle da respiração (prânâyâma) é o caminho para se chegar à força vital e este caminho é trilhado quando se prática o Hatha Yoga. Tais práticas são chamadas de Técnicas de Purificação no qual teve sua origem nos antigos yogins.

Os Kriyas têm como significado, segundo Alicia Souto (2009), o “processo de purificação interna”. Como tal, objetiva a purificação dos nadis[2] que poderão estar obstruídos. 

O Hatha Yoga Pradipiika no capítulo V verso 5 diz: “Quando todo sistema de nadis que está cheio de impurezas se torna limpo, somente então o yogui se torna capaz de controlar o prana”. Assim, se a devida limpeza não for realizada o yogui não poderá chegar a níveis mais elevados da prática.

Em uma linha de pensamento semelhante, Gharote, apoiado no Gheranda Samhita discorre que o Sodhana Kriyas[3] são processos de purificação do corpo nos quais têm como estágio final o Samadhi.

Contudo, e segundo Iyengar (1998), a aplicação dos kriyas deve ser usada quando o praticante estiver enfermo, e neste caso, como uma terapia, e não como uma parte do yoga. É só depois de haver esgotado toda a possibilidade de cura é que deveriam ser administrados os kriyas ao infermo, segundo suas necessidades. Iyengar, apoiando-se no Hatha Yoga Pradipika diz:

“que os efeitos advindos dos Kriyas também são obtidos com os asanas e pranayamas. Hoje, a maioria das pessoas pensa que hatha-ioga significa kriyas, mas isso não é verdade. Hatha-ioga consiste em asanas, pranayama, pratyahara, dharana, dhyana e samadhi. Os kriyas são outra coisa, e destinam-se a pessoas com doenças graves” (IYENGA, 1998. p. 145).

De acordo com o autor, as práticas dos kriyas “são tratamentos drásticos, aplicáveis somente quando o caso é crônico, e não são indicados para todo mundo” (1998. p.145). A essas afirmativas Iyenga propõe a leitura dos textos do Hatha Yoga Pradipika no Capitulo 2,21.

Durante sua vida o homem vai se ocupando com afazeres que muitas vezes não supre a necessidade de sua existência. A conexão com sua essência vai quase que desaparecendo. Tais atitudes levam a acúmulos de obstruções somatizadas e daí o distanciamento e a perca da condição natural de pureza. A fim de desobstruir as vias de acesso a essa essência o Yoga propõe alguns rituais que irão levar o praticante a retomar as conexões que antes faziam parte de sua essência humana. Abaixo estão os rituais citados no livro Gheranda Samhita, verso 12 do capítulo I:


Vastra Dhauti
Neti sutra
Nauli












1. Dhauti – inclui limpeza do canal alimentar, olhos, ouvidos, dentes língua e todo do crânio.

2. Basti – limpeza do reto.

3. Neti – limpeza das fossas nasais.

4. Nauli – movimento dos retos abdominais.

5. Trataka – purificação dos olhos.


Vama Dhauti
6. Kapalabhati – purificação do sistema respiratório.

Classificando estes kriyas segundo o livro “A Essência do Hatha Yoga” tem-se:

a) Modo de limpeza

Com ar, como kapalabhati, certo tipo de basti.

Com água, como gajakarani, jalaneti, basti.

Por fricção com um elemento, como vastra dhauti.

Por manipulação do movimento: nauli, trataka.


b) Região de limpeza

Craneonasofarínge: net, kapalabhati, trataka etc.

Gastroesofágica: dhauti.

Ano-retointestinal: basti, nauli.

Algumas desses kriyas não são tão fáceis de fazer, são necessárias bastantes práticas e, muitas vezes, anos de treinamento.


Jalaneti










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[1] Sem o corpo, como realizar o [mais elevado] objetivo humano? Portanto, depois de adquirir uma morada corpórea, o ser deve realizar ações meritórias (punya).(1.18). (FEUERTEIN, 1998. p.462).

[2] Segundo o modelo tântrico do corpo humano, o canal axial (chamado de sushumnâ) é circundado pelos nândis ida e pingalâ, de forma helicóide. O idâ é o conduto ou o fluxo da força lunar, à esquerda do eixo do corpo, e o pingalâ é o condutor ou fluxo da força solar, à direita. A sílaba ha na palavra hatha também representa a força solar do corpo e a sílaba tha representa a força lunar. A palavra yoga significa a conjunção das duas, que é o estado extático de identidade entre o sujeito e o objeto. (FEUERTEIN, 1998. p. 471)

[3]“’ Sodhana’ é um conceito muito importante em Yoga. Karma, Kriya, Suddhikriya, Sauca, Nadisuddhi, Ghatasuddhi, Cittassuddhi são alguns dos termos bem-conhecidos usados para representar o conceito de ‘Sodhana’. Traduzindo literalmente, ‘Sodhana’ significa uma limpeza interna ou purificação. Mas em sentido mais amplo do termo, inclui também condicionamento ou fortalecimento”.(GHAROTE, 2000. p. 57).





REFERÊNCIAS

FEUERSTEIN, Georg. A tradição do yoga: história, literatura, filosofia e prática. São Paulo: Editora Pensamento, 1998. 

GHAROTE, Dr. M. L. Técnicas de Yoga. São Paulo: Phorte Editora, 2000. 

IYENGAR, B. K. S. A árvore do ioga: a eterna sabedoria do ioga aplicada à vida diária. São Paulo: Editora Globo, 2001. 

SOUTO, Alicia. A essência do Hatha Yoga: Hatha Pradipka – Gheranda Samhita – Goraksha Shataka. São Paulo, 2009 

http://www.yogalotus.com.br/kriyas.htm (Acesso em: 09/10/2011)


sábado, 12 de novembro de 2011

Expressões.

Quem nunca ouviu falar algumas das expressões abaixo? O interessante é que algumas expressões são apresentadas de maneira errada. Em outros casos, pronunciamos e não sabemos os contextos nos quais elas foram usadas.

Veja algumas abaixo:

Nas coxas
As primeiras telhas dos telhados nas Casas aqui no Brasil eram feitas de Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da África. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido as diferentes tipos de coxas. Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito

Casa da mãe Joana
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

Conto do vigário
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro.O negócio era o seguinte: Colocaram o burro entre as duas paróquias e o animalzinho teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

Ficar a ver navios
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

A cara do pai
É a cara do pai escarrado e cuspido- quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.Correto é: É a cara do pai em Carrara esculpido (Carrara é um tipo de mármore, extraído da cidade de Carrara -Itália).

Não entendo patavina
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova, sendo assim, não entender patavina significa não entender nada.

Sem eira nem beira
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.


Fonte: Acervo da internet (blogs, e-mail).



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Forças você tem, saúde, alimentação e um bom barraco também

Vou te dar uma solução para seu pequeno sofrimento. 

Visite os hospitais, principalmente os que têm doentes terminais. 

Conheça as crianças que não tiveram oportunidade de brincar, estar ao lado da mãe, conversar com seus pais. 

Conheça a Somália, a Etiópia. Não precisa viajar muito, acesse a internet. 

Leia a história dos sofrimentos dos judeus. Leia sobre a bomba de Hiroshima, aproveite e pesquise sobre as consequências da  radiação no organismo humano. 

Visite a APAE (aqui em Mossoró tem um), no retorno a sua casa, se for em Mossoró,  visite a Associação dos Portadores com Câncer. E antes de ir pra casa, passe no Hospital Tarcísio Maia. Se não mora em Mossoró, procure um hospital público e faça a visita. 

Conheça o abrigo de idosos e veja quantos deles estão abandonados. Converse com eles um pouco.

Passe  nos lixões, e você irá perceber que muitos tiram seus alimentos do lixo (literalmente falando).

Visite a cidade a noite (pode ser Mossoró), principalmente no inverno, se for após as 23h (tenha cuidado para não ser pego pelos oportunistas) e você verá um monte de gente (ser humano como você) morando embaixo de papelões. 

E antes que me perguntem, já fiz tudo isso, ou melhor, quase tudo, falta somente  conhecer os doente terminais e ir a Somália e a Etiópia (no entanto, já estudei sobre). 

Depois disso tudo, verá que seu sofrimento é muito pequeno, caso não seja nenhum destes apresentados.

Portanto, coragem! Forças você tem, saúde, alimentação e um bom barraco também. 


terça-feira, 8 de novembro de 2011

A felicidade desesperadamente.


É incrível quanto de variações emocionais estamos sujeitos. Hora estamos no pique da felicidade, hora no mais baixo astral. O que mais faz sofrer é que no momento em que a felicidade está presente, na maioria das vezes, não temos a consciência, ou não lembramos, do momento presente dessa felicidade. Tudo porque no exato momento em que estamos felizes ficamos pensando no futuro, no passado ou nos ocupamos tanto que não sentimos essa sensação, ou ainda, passamos a dar mais valor ao fenômeno da tristeza. Ou seja, não vivemos (no sentido de gozar em plenitude) realmente o momento feliz. Quando a bola da vez é da tristeza, sentimos como se ela viesse com mais intensidade.

Outro ponto, é que sempre jogamos nossa felicidade em algo. Seja esse algo uma pessoa, um objeto, um futuro etc. Deixar como apoio algo externo a nós para ser nossa felicidade é um risco gravíssimo e, neste caso, seremos sempre reféns desta coisa. Desta forma, fica muito difícil sermos felizes, já que a felicidade que estamos procurando não depende só de nós.

Também destaco que a tristeza e a felicidade sempre existirão. Enquanto há vida, haverá essas sensações emocionais. Todavia, podemos sim, aliviar tanto a tristeza quanto a felicidade. É claro, que a nossa intenção é aliviar a primeira. Queremos aliviar a tristeza, entretanto não é o que fazemos. O que realmente acontece é que ampliamos a sensação da tristeza e diminuímos o momento da alegria. É justamente aí que percebemos a tristeza com maior intensidade, pois a ampliamos e passamos agora a prestar mais atenção a esse fenômeno.

Mas pode ter certeza, é experiência própria, sensação que passei a perceber com mais detalhe, a felicidade só depende de nós mesmos. Depende de aceitarmos os fatos como eles são. Lembro que não estou me referindo a ficar passivo diante da vida. Contudo, é estar sempre aceitando o contentamento na dinamicidade dos eventos da vida. É estarmos contente e receptivo aos fatos da maneira como eles se apresentam. Krishnamurti, filósofo e místico indiano, diz que “o contentamento é o entendimento do que é, e o que é não é estático”. Assim, as coisas são dinâmicas, e por serem dinâmicas haverá sempre tristeza e alegrias no transcorrer da vida. Estar contente é aceitar essas mudanças, e com isto aliviaremos a intensidade do sofrimento.

A aceitação está muito ligada à simplicidade. E ser simples, para muitas pessoas, passa a ser bastante complexo. André Comte-Sponville, filósofo francês, em seu livro – Pequeno tratado das grandes virtudes – afirma que “o simples vive como respira, sem maiores esforços nem glória, sem maiores efeitos nem vergonha”. Rameshs S. Balsekar, líder espiritual na Índia (escreveu o livro - Deixe a vida fluir - que foi publicado pela Theba Book no Brasil. O título original é “Let Life Flow” de 2005), discorre: “a vida consiste num contínuo ciclo de situações boas e más que impede a monotonia e faz dela algo maravilhoso”.

Posso aqui ainda destacar uma citação Bíblica que diz “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado” (São Mateus 6, 34).


Procure abstrair e entender as mensagens abaixo: 

“Não faça sua felicidade depender daquilo que não depende de você”. (Sabedoria Oriental

“Felicidade não é privilégio, é o resultado de quem escolhe ser feliz”. (Sabedoria Oriental

“O cérebro é uma caixinha de tesouros e segredos, entre eles o da nossa felicidade”. 
(Charles Chaplin

"A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso do que temos" 
(Thomas Hardy)

"Toda felicidade depende de um desjejum sem pressa." 
(John Gunther - citado em Newsweek 14 Apr 59)


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Vozes d'África.

Vozes d'África


Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus?...

Qual Prometeu tu me amarraste um dia
Do deserto na rubra penedia
— Infinito: galé! ...
Por abutre — me deste o sol candente,
E a terra de Suez — foi a corrente
Que me ligaste ao pé...

O cavalo estafado do Beduíno
Sob a vergasta tomba ressupino
E morre no areal.
Minha garupa sangra, a dor poreja,
Quando o chicote do simoun dardeja
O teu braço eternal.
Minhas irmãs são belas, são ditosas...
Dorme a Ásia nas sombras voluptuosas
Dos haréns do Sultão.
Ou no dorso dos brancos elefantes

Embala-se coberta de brilhantes
Nas plagas do Hindustão.


Por tenda tem os cimos do Himalaia...
Ganges amoroso beija a praia
Coberta de corais ...
A brisa de Misora o céu inflama;
E ela dorme nos templos do Deus Brama,
— Pagodes colossais...


Castro Alves.

domingo, 6 de novembro de 2011

Contradição.

Há uma contradição aqui nestes textos. Você saberia dizer qual?


Gênesis 1:3-5: “No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro”.


Gênesis 1: 14-19: “E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom. E foi a tarde e a manhã, o dia quarto”. 


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pense nisso.

“Há três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se ensina, e não perguntar o que se ignora”.

São Beda