sexta-feira, 30 de março de 2012

Tenho pena dos que só vivem com R$ 19 mil.

Senador Cyro Miranda (PSDB-GO)
Debaixo de muitas discussões (leia-se: protestos) foi aprovado o fim do 15º salário (o tal do salário extra) dos parlamentares. Lembro aqui que este salário extra não entrava na contabilidade para declaração do imposto de renda. Eles recebiam na íntegra, sem desconto. 

Alguns senadores votaram (ou opinaram) a favor da medida, porém, nos bastidores, mostravam-se indignados ante a extinção desse dinheiro. Outros que votaram a favor, e à força, não esconderam a revolta com o fim dos dois extras, de R$ 26,7 mil, pagos no início e no fim de cada ano.

O mais interessante, talvez cômico, se não fosse trágico, foi  a cara de pau do senador Cyro Miranda (PSDB-GO) que afirmou, ipisis litteris

"... o salário de R$ 19 mil líquidos não é condizente com as atividades de um senador - não levando em conta que, somando todas outras verbas e auxílios, além de outros benefícios, o custo mensal de um senador chega a R$ 170 mil. Esse valor está há oito anos sem correção! E quando tem correção, a sociedade grita! Eu não vivo de salário de senador, tenho outras atividades, mas tenho pena daqueles que são obrigados a viver com R$ 19 mil líquidos, com a estrutura que temos aqui".

Agora pergunto: e dos assalariados (muitos brasileiros estão nestas situação, a grande maioria não chega a ganhar nem o salário mínimo) o senhor Cyro "tem" o quê? 

quarta-feira, 28 de março de 2012

Os cientistas aderem as redes sociais.

Ciência aberta.

Nova rede social para cientistas vem sendo usada como forma de burlar o tradicional sistema editorial de artigos científicos. 

A ciência tende a ser cada vez mais aberta e coletiva. Influenciadas pela internet, novas iniciativas de publicação e revisão por pares, como o Peerage of Science (tema de reportagem recente), o arXiv e a PLoS, confirmam essa tendência, que começa, aos poucos, a despontar também nas redes sociais.

O maior exemplo disso é o ResearchGate, espécie de Facebook para cientistas que já reúne quase um milhão e meio de pessoas pelo mundo, 40 mil só no Brasil, onde chegou no início deste ano.

O objetivo do site é criar perfis acadêmicos de pesquisadores e também servir de local de discussão. Lá, os usuários cadastrados podem apresentar ao mundo sua formação, área de interesse e disponibilizar suas publicações, além de participar de fóruns e comunidades de seu interesse.

Leia mais AQUI

domingo, 25 de março de 2012

Vamos pensar um pouco?

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender


1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Luís Fernando Veríssimo

quarta-feira, 21 de março de 2012

A fábula do porco assado.

Autor desconhecido

Após um incêndio num bosque onde havia porcos, os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. Desde então, sempre que desejavam comer porco assado, incendiavam um bosque! Houve problemas, que foram sendo resolvidos com aperfeiçoamentos, criando-se um grande SISTEMA. Mas as coisas não iam lá muito bem: às vezes os animais ficavam queimados demais, em outras muito crus. O processo preocupava a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas eram grandes - milhões se alimentavam de carne assada e milhões se ocupavam da tarefa de assá-los. Portanto o SISTEMA não podia falhar. Mas quanto mais crescia a escala do processo, tanto mais parecia falhar e tanto maiores eram as perdas causadas. Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Era clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA.

Congressos passaram a ser realizados anualmente para encontrar uma solução. Mas não acertavam na melhoria do SISTEMA. As causas do fracasso do SISTEMA, segundo especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não ficavam onde deveriam, ou à natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda às árvores, excessivamente verdes, ou à umidade da terra, ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava no lugar, no momento e na quantidade das chuvas... Como se vê as causas eram difíceis de determinar; na verdade, o sistema para assar porcos era complexo. Montou-se uma grande estrutura: maquinaria diversificada, indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo - incendiários - que eram também especializados: incendiários da Zona Norte, da Zona Oeste, etc., noturnos e diurnos, com especialização em matutino e vespertino, de verão, de inverno, etc. Havia especialistas também em ventos - os anemotécnicos. Havia um Diretor Geral de Assamento e Alimentação Assada (DGAAA), um Diretor de Técnicas Ígneas (DTI, com o seu Conselho Geral de Assessores), um Administrador Geral de Reflorestamento (AGR), uma Comissão Nacional de Formação Profissional em Porcologia (CNFPP), um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias (ISCUTA) e o Bureau Orientador da Reforma Ígneo-Operativa (BORI). Encontrava-se em plena atividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação, utilizando-se regiões de baixa umidade e onde os ventos não soprariam mais do que três horas seguidas.

Milhões de pessoas trabalhavam na preparação dos bosques, que depois seriam incendiados. Especialistas estrangeiros estudavam a importação das melhores árvores e sementes, fogo mais potente, etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno. Formaram-se professores especializados na construção destas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações; fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações, etc. As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar o fogo de forma triangular, depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que a temperatura média da floresta atingisse 47 graus, posicionar ventiladores gigantes em direção oposta à do vento, de forma a direcionar o fogo, etc. Poucos especialistas estavam de acordo entre si; cada um baseava as suas idéias em dados e pesquisas específicos.

Um dia, um incendiário categoria AB/SODM-VCH (Acendedor de Bosques especializado em Sudoeste Diurno, Matutino, com bacharelato em Verão Chuvoso), chamado João Bom-Senso, pensou e disse que o problema era muito fácil de ser resolvido - bastava matar o porco escolhido, limpar e cortar adequadamente o animal, colocando-o então sobre uma armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne. Informado sobre as idéias do funcionário, o DGAAA mandou chamá-lo ao seu gabinete e depois de ouvi-lo pacientemente, disse: – Tudo o que o senhor disse está muito bem, mas, na prática, não funciona. O que faria o senhor, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades? – Não sei – disse João. – E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os projetistas de instalações para porcos, com as suas novas máquinas purificadoras automáticas de ar? – Não sei. – E os anemotécnicos que levaram anos especializando-se no estrangeiro, e cuja formação custou tanto dinheiro ao país? Vou mandá-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que lhes faço, se a sua solução resolver tudo? Hein? – Não sei – repetiu João, encabulado. – O senhor percebe agora que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? Não vê que, se tudo fosse tão simples, os nossos especialistas já teriam encontrado a solução muito tempo atrás? Com certeza compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas ... sem chamas!

O que espera que eu faça aos quilômetros e quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores são tão especializadas que não dão frutos nem têm folhas para dar sombra? Vamos, diga-me. – Não sei não, senhor. – Diga-me, em relação aos nossos três engenheiros em Suino-Piro-Tecnia, o senhor não considera que sejam personalidades científicas do mais extraordinário valor? – Sim, parece que sim. – Pois então?! O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Suino-Piro-Tecnia indica que o nosso sistema é muito bom. O que faria eu com indivíduos tão importantes para o país? – Não sei. – Percebeu? O senhor tem é que trazer soluções para certos problemas específicos – por exemplo: como melhorar as anemotécnicas atualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (a nossa maior carência), como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o SISTEMA, e não transformá-lo radicalmente, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez! – Realmente … eu estou perplexo! – respondeu o João. – Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não ande por aí dizendo que pode resolver tudo.

O problema é bem mais sério e complexo do que imagina. Agora, aqui entre nós: devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia. Isso poderia trazer-lhe graves problemas a si e ao seu cargo. Não por mim … o senhor entende. Eu digo isto para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor bem sabe que pode apanhar outro superior menos compreensivo, não é assim? João Bom-Senso, coitado, não disse nem mais um "a", sobre o assunto. Sem se despedir, meio atordoado, meio assustado, com a sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e nunca mais ninguém o viu.

domingo, 18 de março de 2012

CAIM, em José Saramago.

José Saramago, 
O escritor português, prêmio Nobel de Literatura em 1998, faz uma versão literária de "Deus, um delírio", de Richard Dawkins. Caim - o irmão de Abel, do mito bíblico do Gênesis - é o personagem principal, transformado por Saramago em um Marty McFly do Velho Testamento, condenado a vagar eternamente pelo espaço e pelo tempo com uma marca na testa e munido apenas de um "Delorean" bem mais modesto (um jumento de pernas fortes).

É um romance breve, que pode ser lido como um exercício de lógica aplicada às fantasias absurdas e incongruentes da Bíblia. Saramago, no seu estilo tradicional com poucos parágrafos e nenhuma separação entre diálogo e ação, aproxima-se da oralidade espontânea em passagens bem-humoradas e absolutamente "heréticas" que podem ser lidas como um discurso anti-conformismo e anti-sectarismos cegos: 

O leitor leu bem, o senhor ordenou a abraão que lhe sacrificasse o próprio filho, com a maior simplicidade o fez, como quem pede um copo de água quando tem sede, o que significa que era costume seu, e muito arraigado. O lógico, o natural, o simplesmente humano seria que abraão tivesse mandado o senhor à merda, mas não foi assim. Na manhã seguinte, o desnaturado pai levantou-se cedo para pôr os arreios no burro, preparou a lenha para o fogo do sacrifício e pôs-se a caminho para o lugar que o senhor lhe indicara, levando consigo dois criados e o seu filho isca. No terceiro dia de viagem, abraão viu ao longe o lugar referido. Disse então aos criados, Fiquem aqui com o burro que eu vou até lá adiante com o menino, para adorarmos o senhor e depois voltamos para junto de vocês. Quer dizer, além de tão filho da puta como o senhor, abraão era um refinado mentiroso, pronto a enganar qualquer um com a sua língua bífida, que, neste caso, segundo o dicionário privado do narrador desta história, significa traiçoeira, pérfida, aleivosa, desleal e outras lindezas semelhantes (p. 79) 

Os desígnios de deus são inescrutáveis, nem nós, anjos, podemos penetrar no seu pensamento, Estou cansado da lengalenga de que os desígnios do senhor são inescrutáveis, respondeu caim, deus deveria ser transparente e límpido como cristal em lugar dessa contínua assombração, deste constante medo, enfim, deus não nos ama, Foi ele quem te deu a vida, A vida deram-ma meu pai e minha mãe, juntaram carne à carne e eu nasci, não consta que deus estivesse presente no acto, Deus está em todo lado, Sobretudo quando manda matar, uma só criança das que morreram feitas tições em sodoma bastaria para o condenar sem remissão, mas a justiça, para deus, é uma palavra vã (...) (p. 135).

Então caim disse, Com estas dimensões e a carga que irá levar dentro, a arca [de Noé] não poderá flutuar, quando o vale começar a ser inundado não haverá impulso de água capaz de a levantar do chão, o resultado será afogarem-se todos os que lá estiverem e a esperada salvação transformar-se-á em ratoeira, Os meus cálculos não dizem isso, emendou o senhor, Os teus cálculos estão errados, um barco deve ser construído junto à água, não num vale rodeado de montanhas, a uma distância enorme do mar, quando está terminado empurra-se para a água e é o próprio mar, ou o rio, se for esse o caso, que se encarregam de o levantar, talvez não saibas que os barcos flutuam porque todo o corpo submergido num fluido experimenta um impulso vertical e para cima igual ao peso do volume do fluido desalojado (...) (p. 152). 

Referência:
Saramago, José. 2009. Caim. Editora Companhia das Letras, São Paulo, 172 páginas.

Extraído, com algumas adaptações, do link:

sexta-feira, 16 de março de 2012

Tortura na Síria

Uma reportagem apresentada na CNN (Espanhol) registrou os abusos aos direitos humanos na Síria. Soldados tentam, a todo custo, extrair informações dos prisioneiros. 

Veja aqui: AQUI

terça-feira, 13 de março de 2012

Cidade proibi, por decreto lei, as pessoas de morrerem.

Que coisa, hein?! Já não bastasse a capacidade racional dos seres humanos, agora eles proíbem, através de lei, que pessoas não podem morrer. Pois é...este fato ocorreu em uma cidade italiana, Falciano de Massio.

Pacata cidade com, aproximadamente, 3.700 moradores tem em suas leis uma bem inusitada. Proibi as pessoas de morrerem naquela cidade pois não há cemitério para receber os corpos. O decreto faz as seguintes observações:

"não há cemitério em Falciano del Massico, que tem cerca de 3.700 residentes. Como a cidade está tendo problemas com um município vizinho, que possui cemitério, ficou sem ter onde enterrar os seus mortos, contou a agência AP".

Dá até para imaginar como seria interessante morar lá...Como está proibida a morte de pessoas, então, e enquanto durar o decreto, ninguém poderia morrer. Neste caso, se eu for para lá duraria até o enquanto a lei vigorar. Bom...é caso pra se pensar (aliás, pouco).

Mas, como toda lei é possível ser violada, e segundo consta informação de um blog (o Globo), do qual li sobre o assunto, dois idosos já morreram desde que o decreto foi promulgado. 

Desta forma, só resta agora prender os dois idosos que morreram já que os dois indivíduos burlaram (ou mesmo, violaram) a lei.

Que assim seja!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Dinheiro do povo nas mãos de poucos

Dinheiro do povo nas mãos de poucos. É o que podemos conferir em uma postagem no Blog do José Cruz.

Veja o que diz José Cruz:

Verba Pública financia carreira de neto de Fittipaldi, nos EUA

Além de financiar a escola de pilotos do comentarista Galvão Bueno, como se divulgou há poucos dias, a Lei de Incentivo ao Esporte tem outro famoso na lista dos beneficiados por dinheiro público no automobilismo de competição: Emerson Fittipaldi.

Em setembro do ano passado, o Ministério do Esporte aprovou projeto de R$ 1 milhão para o “Programa de Formação do Piloto Pietro Fittipaldi, na Fórmula Nascar”. Dinheiro da Lei de Incentivo ao Esporte que já foi captado.

Pietro, de 15 anos, é neto de Emerson, nasceu e mora nos Estados Unidos, onde disputa a categoria de automobilismo.

Barbaridades

R$ 10,5 milhões: é valor total para projetos gerais de automobilismo aprovados pelo Ministério do Esporte, entre 2011 e 2012.

Só a Associação das Equipes e Pilotos de automobilismo Amador vai levar R$ 3,6 milhões. Outros R$ 2,1 milhões vão para o Campeonato Sul-Americano de Fórmula 3.

Repito, a lei permite, mas faltam critérios do Ministério do Esporte para limitar projetos como esses, pois quem é profissional de automobilismo têm alto poder aquisitivo.

Desperdícios
Claro que automobilismo merece apoios, mas que venham da iniciativa privada! Diante dos gravíssimos problemas de estrutura para a prática esportiva em comunidades carentes, aplicar dinheiro público na formação de pilotos é um deboche.

Lembro que apenas 53% das escolas públicas brasileiras têm uma quadra “decente” para a prática esportiva da garotada.

Esse contraste demonstra a total ausência de políticas públicas e definições de prioridades do governo para o esporte, como já denunciou o Tribunal de Contas da União. Denúncias, apenas isso…

Leia mais AQUI

quinta-feira, 8 de março de 2012

Pense nisso (especial 8 de Março)

A frase a seguir é de Sêneca (ou Séneca), filósofo que viveu entre 4 a.C., em Corduba, até o período 65 d.C., em Roma. Logo, você irá entender quando na frase ele cita os braços e as pernas femininas. Veja abaixo:

"Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas."
(Séneca)

Em comemoração ao dia 8 de março.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Por amor ou por, somente, necessidade?

 Palavras do Ministro Mercadante.
"'A questão do salário do professor não é apenas trabalhista, mas uma questão de valorização”, afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante audiência pública realizada nesta quarta-feira, 29, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. Ao defender o piso nacional dos professores, o ministro observou que a docência deve ser uma carreira bem remunerada e valorizada, caso contrário não será possível trazer os melhores profissionais para as escolas."


 Até que essas palavras se transformem em ação, muita água irá rolar. A profissão de professor está sendo muito pouco procurada. É quase certo que a procura (a grande procura), no último concurso que houve no RN, tenha sido por "amor a profissão" ou por, somente, "necessidade de emprego" (ou ainda, por complemento do salário). A primeira, por incrível que pareça, ainda existe (raros casos). A segunda, é mais visível  e a mais procurada. 

Na primeira é possível absorver bons profissionais, que buscam estratégias e métodos (mesmo errando muito, cometendo vários deslizes profissionais no que dizem respeito aos métodos de ensino). Na segunda, normalmente, não há, ou quase não há, vontade de  mudar (aperfeiçoar métodos e estratégias, aprender para melhor repassar, aprender a aprender), pois as mudanças necessitam de mais estudos, mais empenho, mais trabalho, mais e mais mudanças, e, normalmente, estas pessoas não estão dispostas (há exceções) a tais ações. 

Se não há reconhecimento (valorização profissional), espanta-se os futuros bons profissionais. Se há somente pouco o que se pagar (ou o que se ganhar), atrai aqueles que querem apenas "passar uma chuva" na profissão, ou mesmo fazer o tal do "enrolation".

Me parece que a política brasileira prefere a segunda opção.

Como toda regra tem exceção (ou quase todas têm) estas duas opções não ficariam de fora. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Curso de Formação de Terapeutas em Ayurveda

A quem interessa, e dou fé, participar de um Curso sobre o Ayurveda (medicina indiana), ciência da saúde e da longevidade. A medicina Ayurveda (Ciência da Vida) é o conhecimento médico desenvolvido na Índia há mais de 6 mil anos. 

Conhecida como a mãe da medicina, que foi base de conhecimento para a medicina árabe, romana, chinesa e grega, o Ayurveda, como diz no site "Ayurveda.com.br", que: "...tudo no universo é formado pelos 5 elementos básicos da natureza, chamados panchamaha-bhutas, inclusive o corpo físico, são eles: espaço ou éter, ar, fogo, água e terra. O objetivo desta ciência é estudar as influências destes elementos na natureza e no ser humano, dentro desta filosofia o Homem é um microcosmo do universo, o macrocosmo. Os elementos se unem dois a dois para formar os doshas ( humores biológicos) que atuam na nossa fisiologia assim como na formação dos desequilíbrios psicofísicos. Espaço e ar formam o dosha Vata, fogo e água geram o dosha Pitta e água e terra formam o dosha Kapha. Podemos afirmar que os doshas são as expressões fisiológicas dos 5 elementos quando existe equilíbrio, porem quando ocorre uma desarmonia tornam-se suas expressões patológicas".

Veja os detalhes do curso abaixo.



sábado, 3 de março de 2012

Novas regras ortográfica (Parte 2)


Hífen :
Nova Regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por ‘r’ ou ’s’, sendo que essas devem ser dobradas. Ex: antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial.
obs: em prefixos terminados por ‘r’, permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.


Hífen 2 :
Nova Regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal. Ex: autoafirmação, autoajuda, autoescola.
Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.
Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por ‘h’: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.


Hífen 3 :
Nova Regra: Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal. Ex: anti-inflamatório, anti-inflacionário.
obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen.
obs2: uma exceção é o prefixo ‘co’. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal ‘o’, NÃO utliza-se hífen.


Hífen 4 :
Nova Regra: Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição. Ex: mandachuva, paraquedas, paraquedista.
Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.


Hífen, Observações Gerais :
O uso do hífen permanece.
- Em palavras formadas por prefixos ‘ex’, ‘vice’, ’soto’. Ex: ex-marido, vice-presidente, soto-mestre.
- Em palavras formadas por prefixos ‘circum’ e ‘pan’ + palavras iniciadas em vogal, M ou N. Ex: pan-americano, circum-navegação.
- Em palavras formadas com prefixos ‘pré’, ‘pró’ e ‘pós’ + palavras que tem significado próprio. Ex: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação.
- Em palavras formadas pelas palavras ‘além’, ‘aquém’, ‘recém’, ’sem’. Ex: além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos.

Não Existe mais hífen.
- Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais). Ex: cão de guarda, fim de semana, café com.
- Exceções : água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa.





quinta-feira, 1 de março de 2012

Novas regras ortográfica (Parte 1)


Como se aproxima o vestibular da Uern irei passar aqui algumas dicas, extraídas da web, para aquele que ainda não se familiarizou com as novas regras ortográfica. Acompanhe abaixo.


Alfabeto:
Regra Antiga: O ‘k’, ‘w’ e ‘y’ não eram consideradas letras do nosso alfabeto
Nova Regra: O alfabeto é agora formado por 26 letras



Trema:
Nova Regra: Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano


Acentuação 1 :
Nova Regra: Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas
obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
obs2: o acento no ditongo aberto ‘eu’ continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.



Acentuação 2 :
Nova Regra: O hiato ‘oo’ não é mais acentuado. Ex: enjoo, voo, perdoo.


Acentuação 3 :
Nova Regra: O hiato ‘ee’ não é mais acentuadoas. Ex: creem, deem, leem.


Acentuação 4 :
Nova Regra: Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas. Ex: para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo).
Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo ‘poder’ (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - ‘pôde’) e no verbo ‘pôr’ para diferenciar da preposição ‘por’



Acentuação 5 :
Nova Regra: Não se acentua mais a letra ‘u’ nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de ‘g’ ou ‘q’ e antes de ‘e’ ou ‘i’ (gue, que, gui, qui). Ex: apazigue,averigue, enxague.
Acentuação 6 :
Nova Regra: Não se acentua mais ‘i’ e ‘u’ tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo. Ex: cheiinho, saiinha, feiura, feiume.