sexta-feira, 29 de junho de 2012

Deleites pelo sofrimento dos outros e a ignorância de muitos.

PARECE que boa parte da nossa tradição espiritual ocidental concentra-se no sofrimento do outro com intuito de utilizá-lo para sua própria conveniência. Através desta linha de pensamento algumas correntes dogmáticas tentam convencê-lo a seguir suas teorias prometendo o paraíso aos seus associados. Para tanto, as opções colocadas a fim de se chegar ao dito local estão intimamente ligadas ao momento de fraqueza da pessoa, já que esta, por sua vez, busca conforto emocional. A moeda de troca (o suposto conforto oferecido pela igreja em troca da obediência cega – o que hoje muitos chamam de fé) é a garantia da “guarda espiritual”. Entre tanto, não é a única exigência. Há, ainda, entre muitos, a doação monetária (a chamada oferta). 

Algumas religiões buscam no sofrimento alheio o momento de “pegar o cliente”. Talvez seja por isso que as emissoras de TV veiculem a programação de algumas Igrejas no período da noite e/ou na madrugada, haja vista a pessoa preocupada não sossegar a mente (ou seja, não consegui dormir) durante a noite. Outras oferecem a paz celestial na qual nem elas a tem. Essa forma de ganhar associados seja pela linguagem mítica do pecado, ou pela promessa da boa saúde, ou mesmo, uma melhoria financeira e a supressão do sofrimento (ou seu alívio), atrai inúmeros adeptos que se propõe (em troca da extirpação de seus males) a garantir a sobrevivência dos que fazem o templo. Com isso, as igrejas acumulam superávit a ponto de tornarem-se ricas. Tudo isso à custa do sofrimento alheio. Foi assim na idade média na venda das indulgencias pela a Santa Igreja Católica Apostólica Romana. A fim de se diminuir a culpa e a pena dos pecadores, a Santa Igreja passa a fazer “negócios” com essa “graça”, em troca, claro, de parte do patrimônio dos desafortunados. 

O escritor Rubem Alves, em uma de suas entrevistas, faz a seguinte afirmação: “Parece que Deus se deleita quando vê o homem sofrendo”. Apoiando-se nesta frase é possível lembrar a forma como algumas pessoas, em sofrimento, fazem suas orações. Algumas vezes, prometem que irão subir as escadas mais altas da igreja, diz que irão fazer uma peregrinação, ou acompanhar a procissão descalço (já vi até pessoas com pedras em suas cabeças), ou carregando uma cruz (ou os dois); mais ainda, ouvimos dizer que irão fazer sacrifícios, alguns dos quais, doarem dinheiro (Que, muitas vezes, se consegue com tanta dificuldade, talvez até deixando de fazer uso das necessidades diárias mais importantes, por exemplo, deixando de pagar as contas vencidas, ou por vencer) a uma instituição religiosa, deixar de ouvir sua música predileta, ou vestir a roupa predileta, ou mesmo, deixar de freqüentar os locais que antes considerava agradáveis, de fazer isso ou aquilo, etc. Há sempre uma perda com intuito de provocar o sofrimento em si e agradar aquele ser superior (se é que este ser superior realmente se interessa por estes tipos de sacrifícios). Se o deleite realmente acontece (ou mesmo, se o interessa o sofrimento alheio), é sinal que existe sado (o que nos diz que, também, há ego) da parte de quem as observa e as aceita como tal.

Essa maneira de tentar agradar pelo sofrimento nos remete a outra época na qual se faziam sacrifícios de animais, até de pessoas (no caso dos Maias), em prol de uma suposta proteção divina.

Rubem Alves dizia: ninguém ora pedindo "Senhor eu prometo que se eu alcançar essa bênção, todos os dias às seis da tarde eu vou ler um poema de Fernando Pessoa”. Ninguém oferece boas coisas ao Divino.

Por tudo isso, penso: ou o povo não entende o que significa (na sua essência) religião ou a forma de ensinar, registradas pelas escrituras sagradas, são nada mais nada menos representadas por castigos e recompensas. 

CREIO que as interpretações humanas são falhas (pois também sou humano). Todavia, nada me garante de que o lado de lá (os dogmas religiosos ocidentais) seja mais belo. Se me pegar pensando nas atrocidades realizadas em nome de um suposto deus que castiga, denuncia, cria recompensas para me atrair, ou que condena a minhas escolhas quando não o agrada (como se observa em boa parte das escrituras), prefiro ficar aqui com meus pensamentos e devaneios na busca de sentir o Universo dentro de mim, de reverenciar a Mãe Natureza, ouvir os pássaros, sentir a brisa no corpo, acordar cedinho para ver o sol nascer, dormir tarde para acompanhar a lua no seu percurso; ou, sofrer calado (sabendo que não há quem vele por você nas suas angústias), aceitar a vida como ela é (nua e crua), reconhecer a limitação humana e aceitar as incerteza das coisas, do que me entregar a algo que é corrupto, mentiroso e desleal. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Inclusão Digital Utilizando a Robótica Educacional

Diante de tantas informações neste século, hoje classificada como a era da informação, ainda há quem não entenda a importância da educação para um melhor aproveitamento destes conhecimentos. O momento exige mudanças profundas das práxis pedagógicas haja vista os entraves da educação que a muito suscitou visões dicotômicas destes conhecimentos. Há de se perceber a necessidade de formulação de estratégias e repensar o pensamento em direção ao conhecimento das informações pertinentes ao modelo social-cultura-ecoambiental. 

Em consequência das transformações tecnológicas, da chegada, quase que subitamente, das novas informações em quantidades consideráveis, os conteúdos escolares, atrelados as propostas curriculares, devem estar em harmonia com o meio social (conteúdos contextualizados) favorecendo a aprendizagem e a assimilação. Neste intento, o conhecimento transmitido ganha sentido e favorece a construção dinâmica interativa do saber escolar e os demais saberes. 

Nesta perspectiva, algumas universidades já preparam futuros profissionais atrelados a um conhecimento pertinente. A meta é propor o fazer pedagógico no sentido de lhe dar subsídios necessários ao aprimoramento das assimilações de conteúdos escolares através da interação universidade/escola. Proposta como essa vem sendo realizada pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) através de um Projeto de Extensão, "Inclusão Digital Utilizando a Robótica Educacional", coordenado pelo professor Francisco Vidal que procura incluir socialmente e digitalmente crianças da rede pública através do ensino da Robótica.

Maiores detalhes, acompanhe a reportagem:



domingo, 24 de junho de 2012

Mossoroenses, cuidado! Aqui também tem um.

Merece destaque, em imagem bem ampliada, esta visita (o inseto se deliciando, ou que se deliciou, com o queijo) indesejada a uma das redes de supermercado do Hiper Bompreço (bandeira Walmart) de Boa Viagem - ao lado do Shopping Recife. Foto registrada por uma cliente, em que, agora, está nas redes sociais que percorre o Brasil, aliás, o mundo. 

É bom lembrar que aqui na nossa cidade, Mossoró/RN, tem um deste supermercado. Só não sei afirmar se tem alguma "ex-barata" nos queijos (será que ela morreu por ter se desfrutado desta marca de queijo?). Todavia, seria de bom alvitre fazer uma verificação, não somente nos queijos, em todos os gêneros alimentícios que venham a ser comprados. Se porventura estejam embalados em recipientes opacos convém guardar o comprovante de compra (cupom fiscal) para que possa estar devidamente documentado, caso encontre uma visita indesejável como essa, e queira fazer sua reclamação.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

As facetas dos usuários do Facebook.


As facetas dos usuários do Facebook.


É engraçado... no Facebook há pessoas de tudo quanto é raça, cor e preferências sexuais, loucos de jogar pedra, rezadeiras, recalcadas, filósofos, besteirósofos (Ops!!! Neologismo da minha parte) etc. 

É como erva daninha, crescem e se espalham, veja só alguns destes: 

Há os que se revoltam e, às vezes, ou na maioria das vezes, não diz nada do que queria dizer quando escrevem. Erros cometidos que mudam o contexto da frase, e/ou do texto, tornando assim frases dúbias e de difícil entendimento. 

Há também aqueles puritanos que se revelam e os revelados que se aproveitam da ocasião para se “soltarem” e fazer valer a voz da mudança de atitude, até de sexo, se fosse possível. 

Há o santo, que só vivi depositando frases bíblicas e achando que está pregando. Se for verificar a vida desta criatura, é bem provável que ele (ou ela) não segue, e muitas vezes, nem tenta seguir o que oferece para os outros. 

Há os que pensam que todo mundo acredita na sua religião, e empurra de goela adentro frases de efeito que não faz efeito algum para quem não acredita. 

Há o falso poeta, falso escritor, ou mesmo o suposto inteligente que vive colocando frases de outras pessoas, e, nem sequer registra o nome do real idealizador da frase. 

Há o revoltado sem causa, que vive denunciando os males dos movimentos sociais (greve, manifestações populares por uma ideologia, atividades em prol do meio ambiente) e que nem se quer se mexe para fazer valer seus ideais. Fica a crítica pela crítica. Crítica vazia, sem nexo e sem capacidade de transformação. 

Há o que se desespera e transforma o Facebook em psicólogo e analista, que solta seus problemas aleatórios e que muitos nem se quer irão compartilhar seu sofrimento. Aliás, o povo, em sua maioria, não gosta de quem só fala em sofrimento. 

Há o que não sabe se expressar através da escrita, e usa palavras chulas achando que está “abafando” e que por sinal não tem nenhum efeito na pessoa a quem queria atingir. 

Há aquelas que, para chamar atenção, talvez por medo de ficar só, ou provavelmente querendo ser uma messalina, veste micro shorts, tiras (chamadas de saias) e registra a foto para alguém comentar e espalhar a foto, talvez, e é bem provável, esperando para ser chamada (ou chamado) para a Playboy, a revista Sexy ou seja lá o que for. 

Há o “estudante”, que sempre diz que vai estudar, porém, gasta tempo preciosos e só depois, muito depois, realiza o que falou (ou não). 

Há o revelador, que sempre diz o que faz: acordei agora, vou trabalhar, estou saindo, vou a praia, cheguei de viagem, sentei na cadeira, apertei uma tecla, ou estou em tal lugar, estou com minha namorada (ou namorado), vou fazer a prova, cheguei da festa, etc. E o interessante: quase ninguém pergunta isso, porém a pessoa fala mesmo assim. 

Há o de “cabeça bem feita” que respeita as frases dos outros (colocam as autorias); não empurra suas crenças para os que não a pedem; não dize palavras chulas (pois a inteligência não é pra todos, mas só para quem a pratica); compartilha seu sofrimento com pessoas que são apropriadas; escrevem (com alguns erros, é claro, já que ninguém sabe tudo, mas que, pelo menos, estuda um pouco para não dizer besteiras) e tem o cuidado para não dizer algo que venha a se comprometer, ou que tenha, também, a intenção de dizer o que realmente quis dizer. 

É por tudo isso, e muito mais, todavia fica inviável registrar aqui, que o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, disse em entrevista: “Se por um lado, os brasileiros fazem o Facebook crescer, por outro estragam tudo”, Esta frase é uma crítica a mau comportamento dos brasileiros na internet. Da mesma forma como se observa no Orkut, os spam e imagens animadas, frases religiosas, recados animados cheios de luzes e enfeites. 

Eita povo brasileiro sem instrução! Acho que o tal do jeitinho brasileiro é nada mais nada menos que preguiça de pensar ou agir conforme atitudes mais viáveis e educadas em respeito ao outro. 

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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Mais um Twittaço

Amanhã, 19, às 10h, está marcado pela rede social mais uma protesto. Veja aí o que irá rolar pelo Twitter:


domingo, 17 de junho de 2012

A Morte Não É Nada Para Nós.

O destaque aqui se faz necessário: Epicuro de Samos (nascido nas Ilhas Samos em 341 a.C) filósofo grego do período helenístico - O propósito da filosofia para Epicuro era atingir a felicidade, estado caracterizado pela aponia, a ausência de dor (física) e ataraxia ou imperturbabilidade da alma.

Veja abaixo um de seus textos.


A Morte Não É Nada Para Nós

Habitua-te a pensar que a morte não é nada para nós, pois que o bem e o mal só existem na sensação. Donde se segue que um conhecimento exacto do facto de a morte não ser nada para nós permite-nos usufruir esta vida mortal, evitando que lhe atribuamos uma idéia de duração eterna e poupando-nos o pesar da imortalidade. Pois nada há de temível na vida para quem compreendeu nada haver de temível no facto de não viver. É pois, tolo quem afirma temer a morte, não porque sua vinda seja temível, mas porque é temível esperá-la. 

Tolice afligir-se com a espera da morte, pois trata-se de algo que, uma vez vindo, não causa mal. Assim, o mais espantoso de todos os males, a morte, não é nada para nós, pois enquanto vivemos, ela não existe, e quando chega, não existimos mais. Não há morte, então, nem para os vivos nem para os mortos, porquanto para uns não existe, e os outros não existem mais. Mas o vulgo, ou a teme como o pior dos males, ou a deseja como termo para os males da vida.

O sábio não teme a morte, a vida não lhe é nenhum fardo, nem ele crê que seja um mal não mais existir. Assim como não é a abundância dos manjares, mas a sua qualidade, que nos delicia, assim também não é a longa duração da vida, mas seu encanto, que nos apraz. Quanto aos que aconselham os jovens a viverem bem, e os velhos a bem morrerem, são uns ingénuos, não apenas porque a vida tem encanto mesmo para os velhos, como porque o cuidado de viver bem e o de bem morrer constituem um único e mesmo cuidado. 

Epicuro, in "A Conduta na Vida"

domingo, 10 de junho de 2012

Depois do PINGO, ficam as lágrimas e seus estragos...


Educação ambiental está ausente na festa do Mossoró Cidade Junina (no “Pingo da Mei Dia”). O “Pingo” passa e deixa seus estragos. Uma falta de conhecimento coletivo é o que está aqui representado em meio a esse amontoado de lixo (imagens abaixo).

Fica aqui a pergunta: Como educar uma população que só pensa seu mundo? Como educar, ou treinar, alguém que não dispõe (ou está oculto) em sua mente a palavra “coletivo”? Será que educação é a palavra realmente correta? Não seria melhor a palavra “domesticar”? Pois, já começo a perceber que a ação educativa demoraria muito para ser completamente absorvida pelo povo (em especial alguns mossoroenses), e a natureza necessita de ações rápidas, haja vista os muitos estragos que causamos.

Então, neste sentido, e antes de pensarmos no MCJ, pensemos, antes de tudo, nas causas desastrosas de um povo que não sabe se comportar ante ao seu local de morada. Além do mais, é salutar pensarmos em ter o cuidado de não infligir perdas igualmente irreparáveis às gerações futuras. Convém deixarmos de pensar somente a um palmo diante de nós.

Já dizia Lawrence Johnson: “os interesses de uma espécie, ou de um ecossistema, devem ser levados em conta, juntamente com os interesses individuais, em nossas deliberações morais”.

Nas palavras de Peter Singer (em seu livro Ética Prática) “Uma ética ambiental consideraria virtuosos o aproveitamento e a reciclagem de recursos, e veria como perversos o consumo e a extravagância desnecessária”.












sexta-feira, 8 de junho de 2012

TV Mossoró é punida por veiculação de conteúdo indevido


A TV aberta, TV Mossoró, sofre punição em sua apresentação. A ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) vem direcionada a programação indevida de alguns programas da emissora. Veja abaixo:


A ação do MPF/RN denuncia conteúdo publicitário e político-partidário veiculado pela TV educativa, que fere os princípios legais

Uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) levou a TV Mossoró a deixar de veicular comerciais, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. A determinação veio do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, como resultado de um recurso movido pelo MPF/RN após o pedido ter sido negado em decisão liminar proferida pela Justiça Federal Potiguar.

Movida pelo MPF/RN contra a União, a Anatel (Agencia Nacional de Telecomunicações) e a Fundação Vingt Rosado, que detém a concessão da TV Mossoró, a ação foi motivada por denúncias que comprovam a utilização da TV educativa para fins lucrativos e político-partidários, o que fere o artigo 13 do Decreto-Lei nº 236/67 que define: "a televisão educativa não tem caráter comercial, sendo vetada a transmissão de qualquer propaganda direta ou indiretamente".

O procurador da República responsável pela ação, Fernando Rocha de Andrade, expõe que a TV Mossoró veicula em sua programação diversos comerciais, além de utilizar o espaço para apresentar conteúdos político-partidários, apresentados por políticos locais. Nesse sentido, a ação argumenta que "não se pode permitir que, sob o pretexto de exercer o direito à livre expressão, uma televisão educativa seja utilizada como meio de propaganda pessoal ou político-partidária".

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Parece, mas não é!

Quem já não se enganou com o tal do "parece, mas não é"? Pois bem... Estas fotos rolam pela internet e foram bastante acessadas, haja a vista maneira (o ângulo) como elas foram registradas.