quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O que comer, então?

por Lindeberg Ventura
O que comer, então?

Hoje em dia já não é mais oportuno fazer alusão à comida colorida como garantia de boa alimentação. A quantidade de agrotóxicos, em alguns países, já são criminosamente detectados em frutas e legumes. 

Fonte: E esse tal meio ambiente?


Como aliviar, ou exterminar, a carga de agrotóxicos nos alimentos que ingerimos? Deixar de comer? Não. Este não é o caminho mais viável (mais seguro). Aliás, não é somente nos alimentos que os agrotóxicos estão presentes. Há presença deles no leite do gado, no leite materno (confira AQUI), nas águas (confira AQUI), etc. Diversas reportagens (links I) estão reafirmando os problemas nos quais há muito se destacavam em denúncias. Pesquisas já comprovaram (links II) que as medidas para combater as chamadas “pragas” utilizando-se de agrotóxicos não são bem-vindas para o organismo humano (link III). Um famoso livro, da década de 60, “Primavera Silenciosa” (dica de leitura, figura 1, abaixo), de Raquel Carson, foi uma das primeiras denúncias científicas sobre tais práticas. A autora faz um relato aprofundado sobre os perigos destas substâncias, seja para fins de combate aos insetos cujos efeitos se estendem para o meio ambiente (solo, rios, águas subterrâneas, etc.), seja para fins de combate as plantas daninhas. 

Na Europa e nos EUA as fiscalizações quanto ao uso das sustâncias, assim como, as importações de produtos alimentícios que tenham tido contanto com as mesmas, sofrem fiscalizações constantes. As leis são rigorosas e o público é consciente. Segundo consta na página do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (veja AQUI), o Brasil também possui legislação rigorosa. Entretanto, seu público não é tão consciente assim. Convém destacar que o número de pessoas que trabalham nas fiscalizações do emprego dos agrotóxicos na agricultura nos EUA é bem maior quando comparado com a do Brasil (confira AQUI). Por este motivo, e outros aqui não discutidos, o Brasil é a “casa-da-mãe-joana”, onde qualquer empresa consegue burlar as leis e utilizar-se de artimanhas para aumentar as dosagens dos agrotóxicos, assim como, de usar produtos que foram proibidos em outros países (confira AQUI). Como aqui estes produtos não foram impedidos de serem usados na agricultura, as empresas têm livre acesso para manipulá-los. Mesmo que estejam cientificamente comprovados como perigosos ao organismos humano. 

É sabido da importância do uso destas substâncias, haja vista a necessidade do cultivo em larga escala. Contudo, se faz necessário que a legislação brasileira tenha mais apreço por tais danos à saúde do povo. Também é sabido da importância de que haja o cultivo dos produtos orgânicos a partir da agricultura familiar. 

Diversos grupos e entidades que lidam com o cultivo, sem o uso dos agrotóxicos, já se manifestam em todo o país. O exemplo disso é que aqui em Mossoró (RN) esta prática já existe. Neste início de mês podemos conferir uma destas mobilizações nas quais haverá palestras e venda destes produtos (figura 1). Também temos uma rede de agricultores da região que estão todos os sábados com produtos de agricultura familiar sendo vendidos ao lado do museu da cidade. O consumo de produtos orgânicos livres de agrotóxicos é o caminho mais sadio de mantermos nossa alimentação equilibrada com a certeza de que estamos no caminho certo, tanto na parte da saúde do corpo, quanto da parte da proteção ambiental, pois livramos o meio ambiente dos produtos nocivos.


Dica de Leitura:

Figura 2 - Dica de Leitura

                                Evento:

Figura 2 - Evento: agroecologia


Links I:
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/04/brasil-lidera-consumo-de-agrotoxicos-no-mundo-e-inca-pede-reducao-do-uso.html

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/06/uso-de-agrotoxico-no-brasil-mais-que-dobrou-em-dez-anos-aponta-ibge.html

Links II:
http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2015/06/agrotoxicos-e-transgenico-podem-ser-barreira-para-exportacao-para-europa-2886.html

http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Banana/BananaAmazonas/agrotoxicos.htm

http://150.165.111.246/ojs-patos/index.php/ACSA/article/viewFile/135/pdf

http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/1448-os-estragos-causados-pelo-uso-de-agrotoxicos-no-mundo.html

http://www.oeco.org.br/reportagens/25276-como-andam-os-agrotoxicos-no-brasil/

Links III:
http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/revistadireito/article/view/8280/4993#.VgvSx_lViko

http://www.scielo.br/pdf/rbso/v32n116/08.pdf

https://portal.fiocruz.br/sites/portal.fiocruz.br/files/documentos/cap_01_veneno_ou_remedio.pdf

http://pratoslimpos.org.br/?tag=reavaliacao

domingo, 27 de setembro de 2015

Lavar roupa, também tem o que aprender.

por Lindeberg Ventura

Há alguns meses, uma conhecida minha falava sobre a poluição do Rio Mossoró. A mesma relatava que o centro da cidade, os bairros adjacentes e, até mesmo, longe das margens do rio (referindo-se as redes de esgotos) há intensa poluição das suas águas. 

Ela também falou que o rio já foi fonte de sustento para a população como a pesca, o banho e lavagem de roupas. 

Contou-me que as lavadeiras, constantemente, utilizavam as águas do rio. – Minha avó que me disse, pois ela também fazia isso - disse ela.   - Naquela época a água eram límpida, bem clarinha! – frisou. - Agora, - continuou - o rio está assim, malcuidado, abandonado. Ninguém ajuda a ele a se recuperar! - reclamou.

Com uma cara de quem se revolta com isso, “cuspindo” culpados, ela não conseguiu identificar o problema da poluição um pouco mais distante (no passado) do momento em que a mesma vivia. Assim que ela parou de falar eu disse, em tom de brincadeira (mas falando sério, só para não criar inimizades)

– A senhora sabia que a sua avó fez parte disso? - Aí ela perguntou, - de quê? - eu disse - da poluição -. E completei, na espera de seu entendimento do que estava oculto (ou ausente) em sua mente - não somente a sua avó, mas todas as lavadeiras. Claro, muitas delas (ou nenhuma) nem sabiam disso. Né verdade? - Ela, com um olhar assim meio que desconfortado disse-me, - pois né mesmo! -.


                                           Vídeo - Forró de Messias Holanda - "Mariá"


Esgoto da cidade que vai direto para o Rio Mossoró

Esgoto da cidade em direção ao Rio Mossoró

Zoom de uma das redes de esgotos

Ponte metálica sobre o Rio Mossoró

Visão do rio a partir da ponte metálica

Rio Mossoró - vista do centro da cidade






sábado, 23 de maio de 2015

Desaforo, ingratidão e desconhecimento da história.

por Lindeberg Ventura

Quatrocentos contos de réis (Rs 400) foi o valor que Lampiam exigiu da prefeitura de Mossoró para não invadir a cidade - era junho de 1927. O prefeito (Rodolfo Fernandes) se recusou, e não atendeu aos caprichos do cangaceiro. Este ato, ficou na história.

Oitenta e oito anos depois, o prefeito de Mossoró (Francisco José Júnior)  oferece quatrocentos reais (R$ 400,00), por integrante, para que o Trio Mossoró (grupo que levou, nas canções, a cidade de Mossoró para vários cantos do Brasil)  tocasse no Mossoró Cidade Junina (MCJ) - era maio de 2015. Este ato, ficará na história.

Para saber mais acesse: De Fato

Conheçam o trabalho do Trio Mossoró:






domingo, 29 de março de 2015

Você nunca tem obrigação, mas sempre tem opção.

Vale apena ler este texto. Pelo menos, a meu ver. 

"A realidade é que não fazemos nada por ninguém apenas por nós mesmos!"

É só clicar abaixo (no título).

Você nunca tem obrigação, mas sempre tem opção.

sexta-feira, 27 de março de 2015

A Felicidade Desesperadamente.

Por um tempo fiquei sem postar algo neste espaço. Isto se deve a muitos afazeres que, acumulados, me deixaram sem tempo, muitas vezes, até para dormir. Entretanto, estou aqui, vivo. Apesar do cansaço após longa e morosa peleja. Mas, faz parte da vida...Descanso mesmo, só quando morrer! Fazer parte do esquecimento eterno já é uma longa aposentadoria. Então, ainda não chegou a hora, e o momento é escrever.

Fonte: http://www.fotolog.com/luan03/83216580/


A felicidade desesperadamente.

É incrível quanto de variações emocionais estamos sujeitos. Hora estamos no pique da felicidade, hora no mais baixo astral. O que mais faz sofrer é que no momento em que a felicidade está presente, na maioria das vezes, não temos a consciência, ou não nos lembramos do momento presente dessa felicidade. Tudo porque no exato momento em que estamos felizes ficamos pensando no futuro, no passado ou nos ocupamos tanto que não sentimos essa sensação, ou ainda, passamos a dar mais valor ao fenômeno da tristeza. Ou seja, não vivemos (no sentido de gozar em plenitude) realmente o momento feliz. Quando a bola da vez é da tristeza, sentimos como se ela viesse com mais intensidade.

Outro ponto, é que sempre jogamos nossa felicidade em algo. Seja esse algo uma pessoa, um objeto, um futuro etc. Deixar como apoio algo externo a nós para ser nossa felicidade é um risco gravíssimo e, neste caso,  seremos sempre reféns desta coisa. Desta forma, fica muito difícil sermos felizes, já que a felicidade que estamos procurando não depende só de nós.

É bom que saibamos que a tristeza e a felicidade sempre existirão. Enquanto há vida, haverá essas sensações emocionais. Todavia, podemos sim, aliviar tanto a tristeza quanto a felicidade. É claro, que a nossa intenção é aliviar a primeira. Queremos aliviar a tristeza, entretanto não é o que fazemos. O que realmente acontece é que ampliamos a sensação da tristeza e diminuímos o momento da alegria. É justamente aí que percebemos a tristeza com maior intensidade, pois a ampliamos e passamos agora a prestar mais atenção a esse fenômeno.

Vou revelar-lhe uma coisa, talvez já seja parte de suas experiências, a felicidade só depende de nós mesmos. Depende de aceitarmos os fatos como eles são (coisa que não é tão fácil de se praticar). Lembro que não estou me referindo a ficar passivo diante da vida. Contudo, é estar sempre aceitando o contentamento na dinamicidade dos eventos da vida. É estarmos contente e receptivo aos fatos da maneira como eles se apresentam. Krishnamurti, filósofo e místico indiano, dizia que “o contentamento é o entendimento do que é, e o que é não é estático”. Assim, as coisas são dinâmicas, e por serem dinâmicas haverá sempre essa tristeza e alegrias no transcorrer da vida. Estar contente é aceitar essas mudanças, e com isto aliviaremos a intensidade do sofrimento.

A aceitação esta muito ligada à simplicidade. E ser simples, para muitas pessoas, passa a ser bastante complexo. André Comte-Sponville, filósofo francês, em seu livro – Pequeno tratado das grandes virtudes – afirma que “o simples vive como respira, sem maiores esforços nem glória, sem maiores efeitos nem vergonha”. Rameshs S. Balsekar, líder espiritual na Índia (escreveu o livro  - Deixe a vida fluir -  que foi publicado pela Theba Book no Brasil. O título original é “Let Life Flow” de 2005), discorre: “a vida consiste num contínuo ciclo de situações boas e más que impede a monotonia e faz dela algo maravilhoso”.

Posso aqui ainda destacar uma citação Bíblica que diz “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado” (São Mateus 6, 34).

Procure abstrair e entender as mensagens abaixo:

“Não faça sua felicidade depender daquilo que não depende de você”. (Sabedoria Oriental)

“Felicidade não é privilégio, é o resultado de quem escolhe ser feliz”. (Sabedoria Oriental)

“O cérebro é uma caixinha de tesouros e segredos, entre eles o da nossa felicidade”.
(Charles Chaplin)

"A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso do que temos"
Thomas Hardy

"Toda felicidade depende de um desjejum sem pressa."
John Gunther -  citado em Newsweek 14 Apr 59