domingo, 27 de setembro de 2015

Lavar roupa, também tem o que aprender.

por Lindeberg Ventura

Há alguns meses, uma conhecida minha falava sobre a poluição do Rio Mossoró. A mesma relatava que o centro da cidade, os bairros adjacentes e, até mesmo, longe das margens do rio (referindo-se as redes de esgotos) há intensa poluição das suas águas. 

Ela também falou que o rio já foi fonte de sustento para a população como a pesca, o banho e lavagem de roupas. 

Contou-me que as lavadeiras, constantemente, utilizavam as águas do rio. – Minha avó que me disse, pois ela também fazia isso - disse ela.   - Naquela época a água eram límpida, bem clarinha! – frisou. - Agora, - continuou - o rio está assim, malcuidado, abandonado. Ninguém ajuda a ele a se recuperar! - reclamou.

Com uma cara de quem se revolta com isso, “cuspindo” culpados, ela não conseguiu identificar o problema da poluição um pouco mais distante (no passado) do momento em que a mesma vivia. Assim que ela parou de falar eu disse, em tom de brincadeira (mas falando sério, só para não criar inimizades)

– A senhora sabia que a sua avó fez parte disso? - Aí ela perguntou, - de quê? - eu disse - da poluição -. E completei, na espera de seu entendimento do que estava oculto (ou ausente) em sua mente - não somente a sua avó, mas todas as lavadeiras. Claro, muitas delas (ou nenhuma) nem sabiam disso. Né verdade? - Ela, com um olhar assim meio que desconfortado disse-me, - pois né mesmo! -.


                                           Vídeo - Forró de Messias Holanda - "Mariá"


Esgoto da cidade que vai direto para o Rio Mossoró

Esgoto da cidade em direção ao Rio Mossoró

Zoom de uma das redes de esgotos

Ponte metálica sobre o Rio Mossoró

Visão do rio a partir da ponte metálica

Rio Mossoró - vista do centro da cidade