sábado, 1 de julho de 2017

Um cafezinho, por favor.


por Lindeberg Ventura

Café – originária da Etiópia - (a palavra “café” origina-se do árabe, Kahoua (excitante)), bebida saborosa que tem mais ou menos cinco mil anos de existência é, entre outras coisas, o azo para o bate-papo. O café, do fruto do cafeeiro (torrado e moído) em infusão de água quente, é apreciado em diversas partes do mundo. 

Várias pessoas, entre elas xeique, cientistas, filósofos etc. já dissertaram sobre a substância. O Emir (título equivalente a príncipe) Abd al-Qadir já dizia: “O Café é o ouro do homem comum e, como o ouro, traz a todo homem o sentimento de luxúria e nobreza. Onde é servido, há graça e esplendor, amizade e alegria.” Alexander King, cientista e pioneiro do movimento de desenvolvimento sustentável, relatou sobre a boa dose de café - "A necessidade básica do coração humano durante uma grande crise é uma boa xícara de café quente”. Immanuel Kant, considerado o principal filósofo da era moderna, registra assim: “A amizade é semelhante a um bom café; uma vez frio, não se aquece sem perder bastante do primeiro sabor”.

Seja lá como for o seu preparo (café expresso, café americano, café latte, cappuccino, café gourmet, entre outros.) é de gosto atrativo, é diurético, laxante, antioxidante e vasodilatador (alguns dizem que é também vasoconstritor). Considerado um dos produtos mais vendido no mundo. 

Por ser tão apreciado em diversas culturas o café já é considerado um companheiro em reuniões, em conversas informais, em rodinha de amigos para bate-papo, um relax no fim do expediente de trabalho, momento de descontração no emprego, companheiro da alimentação matinal, e, como já é de costume aqui no Brasil, antes ou após a sesta.

Outros momentos nos quais o cafezinho faz parte, e no qual aprecio bastante, são os cafezinhos nas cafeterias. Independentemente se tem ou não Barista, o cara que vai provocar seu paladar às diversas sensações gustativas mais apuradas possíveis, as cafeterias são sinônimos de experiências vividas, ou mesmo em formação, é quase mnemônicas. Nestes espaços, aos olhos e ouvidos mais atentos, apreciam-se uma pequeníssima parte da vida, desenrolando-se diante do dia; um pedacinho minúsculo do momento. 

Locais onde pessoas mais jovens alinham-se e somam-se as ideias dos mais velhos e vice-versa, onde há discussão sobre a sociedade e cultura pop, concatenação de ideias, nas quais buscam-se equilibrar boas informações com a sensação prazerosa de um bom papo entre amigos ou entre desconhecidos, um papo efusivo, sem alarde. As ideias mais radicais, o tomar partido, são alinhadas a grupos específicos. Cada qual aconchega-se como pode, em busca do seu grupo de discussão. Há, nestes ambientes, os que não se misturam. Ficam na dele, apreciando o seu próprio café. Estes, são passageiros que descem na estação mais próxima, às vezes nem voltam. Os outros, os que ficam mais tempo, são fregueses de longas viagens.

Agora pense bem, se café em cafeteria traz toda esta sensação gostosa da vida, imagine o café em livrarias (cafeteria em livraria), ambiente preparado para sentar, prazerosamente, e poder ler as sinopse dos livros, ou ler parte de um livro e entrar no mundo astral. A magia neste ambiente é avassaladora. Se você for leitor (ou leitora) faça esta experiência, vá em um ambiente deste tipo e deixe sua mente percorrer as páginas dos livros, e ao seu lado, a boa companhia de uma xícara de café. O aroma, combinado com a leitura, produz uma sensação de viagem para dentro do livro ao qual está lendo. Deixa-me explicar melhor: se você estiver lendo livros de literatura fantástica, Nárnia, por exemplo, você sentirá como se estivesse atravessando aquele portal do tempo, entrando em um mundo encantado. Você sabe bem o que estou falando, não é mesmo? Embora não tenha lido este livro já deve ter assistido ao filme. Pois bem, Honoré de Balzac, um grande escritor francês, não me deixa mentir: "Quando nós bebemos café, as ideias marcham como um exército". Na mesma linha de pensamento encontramos Sydney Smith, escritor inglês: "Se você quer melhorar sua compreensão, beba café; é a bebida inteligente”.

Pois então... o tempo, em uma livraria que tem cafeteria, é diferente do mundo lá de fora, da vida cotidiana. É como se estivesse em ambiente particular de leitura, no templo literário particular, lendo o livro preferido. A percepção do tempo é outra. Doces regozijos permeiam a mente e o corpo. As sensações são tão intensas que prefere-se não sair mais daquele ambiente e nem parar a leitura.

É claro que as cafeterias e as livrarias, que têm espaços para cafés, não são somente para leitores ou degustadores de cafés, são também ambiente para trabalho e distração. Lá você poderá desfrutar de momentos relaxantes e, neste relax, trabalhar. Ou mesmo, como já citado aqui, desfrutar de um bom papo-cabeça.

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Algumas das melhores canções sobre café; e mais abaixo, documentários sobre: "Os Filhos do Café" e "O café - História e Penetração no Brasil"

NACIONAIS

     Marisa Monte

    Jorge Bem Jor

    Cotidiano - Chico Buarque (original, 1984)

    Pato Fu - Depois (John Ulhoa)


INTERNACIONAIS

    Everlast - Black Coffee

    Black Coffee In Bed

    Humble Pie - Steve Marriott - Black Coffee


DOCUMENTÁRIOS

                                          Filhos do Café Parte 1 -MIS Ribeirão Preto


                                          O café - História e Penetração no Brasil

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